Tubarão

A advogada de defesa da dominicana que raptou o próprio filho, de 3 anos, em Tubarão, semana passada, informa que a sua cliente estava desesperada. O menino estava sob guarda da empresária tubaronense Eliane de Castro, 38 anos desde que tinha apenas 1 mês.
Eliane registrou o desaparecimento do menino nas polícias Civil e Federal do estado. Existe possibilidade de a mãe biológica ter saído do país.

“Não tive mais contato com ela. O que posso adiantar é que a criança chorava muito e chamava pela minha cliente enquanto estava na casa de sua guardiã (Eliane). E esta situação estava incomodando a mãe biológica e a criação do menino”, relata. “Havia um acordo para que Eliane cuidasse do menor enquanto minha cliente estava reclusa. Entendo que foi criado amor pela criança por parte da família de Eliane. Este caso poderia ser resolvido por meio de um acordo entre os envolvidos, mas pegou outro rumo”, acrescenta a advogada.

A mãe biológica ficou três anos reclusa no Presídio de Florianópolis. Ela foi condenada por tráfico internacional de drogas.
Antes de ser detida na capital, conheceu Eliane em Tubarão. O bebê nasceu enquanto a mãe biológica cumpria pena e foi entregue provisoriamente à empresária tubaronense.

Uma audiência que poderia garantir a guarda provisória ou entregar a criança à mãe biológica está marcada para a próxima quarta-feira. “Vou representar a minha cliente na audiência, mas não sei o seu paradeiro nem da criança”, revela a advogada. “A nossa família está arrasada. Eu o educo desde um mês de vida. Estou desesperada. Queremos vê-lo novamente”, clama Eliane.