Tubarão

A situação está insustentável para muitos moradores do bairro Humaitá, em Tubarão. O motivo não é um fato novo, mas persiste e piora com o tempo: o consumo de bebidas alcoólicas e a aglomeração de pessoas nas proximidades de postos de combustíveis e bares.

O assunto será levado ao Ministério Público na próxima segunda-feira. Uma reunião está agendada com o promotor de justiça Sandro Araújo. O encontro foi viabilizado pelo Conselho de Segurança de Tubarão (Conset).

“A função do conselho é dar prosseguimento às demandas que nos chegam. Por isso, encaminhamos estes problemas ao órgão competente, que pode instaurar processo e tomar as providências. Estaremos lá para acompanhar passo a passo esta questão”, adianta Maurício da Silva, presidente do Conset.

Não basta a narrativa das pessoas. “Eles estão documentando tudo. Pedi que levassem fotografias, imagens e tudo que puderem mostrar ao promotor”, revela Maurício. A situação fica ainda mais crítica entre as quintas-feiras e os domingos.

Rachas, som alto, gritaria, barulho alto de motores, principalmente de motocicletas, estão entre as reclamações dos moradores. E não param por aí. “Eles aceleram sem necessidade, é uma gritaria. Sou um dos que estão entre os mais prejudicados pela localização. Olha, é um inferno. Quem está dormindo acorda e quem está acordado não consegue dormir”, desabafa o aposentado José Fabro.

Ele conta que um vizinho passa os finais de semana fora para conseguir um pouco de descanso e tentar recuperar-se das noites mal dormidas.

A Lei
Uma lei de 2009, de autoria do ex-vereador Maurício da Silva, hoje presidente do Conselho de Segurança de Tubarão (Conset), possui artigos relacionados à proibição de consumo de bebidas alcoólicas e aos horários de abertura e fechamento de estabelecimentos noturnos. Em alguns casos, a norma contribuiu, mas em outros não. “É preciso uma fiscalização mais rigorosa”, adverte Maurício.

Além da bagunça, o vandalismo e o lixo
Se não bastasse a baderna em alguns pontos do bairro Humaitá, especialmente no período noturno, a partir das quintas-feiras ainda tem o ‘pós-bagunça’. Alguns empresários e moradores chegaram a colocar correntes nos passeios públicos. Mesmo assim, os responsáveis não se dão conta, pois quebram ou abrem.

A medida foi tomada para evitar o acesso destas pessoas e de seus veículos. “Encontramos copos, garrafas de vidro, entre outras coisas. E ainda tem o problema da urina. Tudo isto está insustentável”, lamenta o aposentado José Fabro, que mora na localidade.

Ele estará na reunião da próxima segunda-feira com o promotor de justiça Sandro Araújo, no fórum, e mobiliza vizinhos a comparecerem. “Tudo isto é um desrespeito com o ser humano, é uma barbaridade”, reclama Fabro.