Mirna Graciela
Tubarão

Até agosto deste ano, servidores dos conselhos tutelares, Polícias Civil e Militar, e conselhos municipais antidrogas, que atuam na prevenção, no tratamento de dependentes químicos e no combate ao narcotráfico, receberão capacitação. Trata-se de uma parceria entre Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen), Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) e secretaria de segurança pública (SSP).
 
Em Tubarão, segundo informações da presidenta do Conen, Sandra Mara Pereira, é provável que o projeto ocorra por meio da secretaria de ação social da prefeitura. Ela explica que o curso funcionará no modo ensino a distância – virtualmente – e que haverá um limite no número de vagas.
 
“Estamos em fase inicial e, até a segunda quinzena de abril será apresentado à secretaria de segurança pública”, conta. O presidente do Conselho de Segurança de Tubarão (Conseg), Maurício da Silva, avalia como positiva a iniciativa e acha extremamente necessário. “São problemas que se manifestam de diversas formas. Além desses profissionais viverem em constante pressão devido ao avanço das drogas que desencadeia atitudes de marginalidade”, analisa.     
 
A presidenta do Conen argumenta que muitos profissionais não estão preparados para atender crianças e adolescentes com este tipo de problema, pois são questões muito delicadas e trata-se de uma personalidade que está em formação. “Tem que ter esta cautela, em muitos casos, eles não sabem como direcionar certas situações”, pondera. 
 
Para Maurício, participação dos educadores é fundamental
Maurício da Silva destaca que seria interessante o projeto atingir também os professores. “São com eles que as crianças e os jovens ficam boa parte do dia. Devidamente capacitados, poderão detectar com mais facilidade quando há o envolvimento com as drogas. Por outro lado, os educadores têm sido vítimas constantemente de agressão pelos próprios alunos ou de traficantes”, justifica. Ele lembra que uma escola em Florianópolis, há pouco tempo, foi fechada por um determinado período devido às situações de agressões contra professores.
 
O curso
A meta é atingir entre três a cinco mil pessoas em todo o estado. O curso terá duração de 96 a 120 horas. Os recursos são da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), que foi contemplada pela secretaria nacional de Políticas sobre drogas (Senad) para aplicar especificamente nesta formação.