Tubarão

Os profissionais do sexo que atuam em Tubarão estão indignados com os abusos de uma mulher de 35 anos que faz imposições a quem sobrevive da prostituição.
Segundo uma das denunciantes, a mulher intitula-se a ‘dona’ da avenida Padre Geraldo Spettman, (terminal rodoviário), no bairro Humaitá, e somente é permitido trabalhar no local quem reside na casa da mulher. A via pública é onde atuam os travestis. Para ficarem na casa e na rua, ela cobra uma taxa.

A presidenta da Associação de Transgêneros da Amurel e Tubarão (Gata), Gabriela da Silva, lamenta o fato de isto ocorrer há cerca de cinco anos. “Nosso objetivo, enquanto instituição, é acabar com qualquer prática de violação dos direitos humanos”, esclarece a presidenta.

Aliciamento de menores e aplicação de silicone industrial são outras acusações. “Não se trata somente das profissionais do sexo, mas também de gays que são proibidos de ficar na rua. As meninas não podem contrariá-la e têm que obedecer as regras impostas, caso contrário, são ameaçadas e impedidas de ficar na cidade”, revela a presidenta.

Na última sexta-feira, mais pessoas procuraram a associação para denunciar abusos e um boletim de ocorrência foi registrado. “Quando ela soube, mandou um recado com ameaças de morte de que alguém faria o serviço. Enquanto presidenta da Gata, sou um afronto pra ela, pois defendemos os prejudicados”, destacou.
O Ministério Público será acionado por meio da OAB, que encaminhará um ofício. “Fizemos isto, pois acreditamos que todos têm direito de ir e vir sem precisar pagar pedágio. E, se algo acontecer com um de nós, será a mando dela”, afirmou Gabriela.