Rafael Andrade
Tubarão

Enquanto boa parte dos quase oito mil moradores do bairro Humaitá de Cima, em Tubarão, querem a desativação total do prédio que abriga mais de 330 presos, a secretaria estadual de segurança pública (SSP) mantém o planejamento e pretende adequar o imóvel às 39 mulheres que ocupam a ala feminina improvisada.

No entanto, o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura, tem outra sugestão: permutar as presos com a Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna. Na teoria, a ideia é trazer os 90 homens detidos na Cidade Juliana para as novas instalações de Tubarão e enviar as 39 presas na Cidade Azul para Laguna.

Com isso, a UPA passaria a ser uma espécie de Presídio Regional Feminino. “Não sei se é um problema ou uma solução, mas as presidiárias precisam ficar na região e o tema precisa ser discutido, pois é de responsabilidade todos os 17 municípios da Amurel”, considera Dura.

No fim do ano, um novo prédio deve ficar pronto no bairro Bom Pastor, em Tubarão. A estrutura terá capacidade para abrigar 248 presidiários do regime fechado e mais 120 do semiaberto. Será um complexo carcerário para 368 pessoas. No entanto, não foi pensado em um local às mulheres.

As reclusas devem ficar seguradas por uma equipe de agentes penitenciárias e uma diretora. Uma nova lei instituída este ano, proíbe a construção de novos presídios mistos, como é o atual de Tubarão.

O que dizem em Laguna
“É interessante, mas isto sobrecarregaria o novo prédio em Tubarão. É preciso amplo debate com o Departamento de Administração Prisional (Deap), com a secretaria estadual de segurança pública, com o judiciário local e a prefeitura”, avalia o diretor interino da Unidade Prisional Avançada de Laguna, Vladimir dos Santos.