Amanda Menger
Tubarão

Seis mulheres que estavam detidas no Presídio Regional de Tubarão fugiram ontem, de madrugada. Elas escavaram um buraco de 30 centímetros na parede lateral do prédio. O método foi semelhante ao utilizado por cinco presos que estavam na ala do seguro e tentaram fugir no dia 10 de junho.
“Como é uma ala mais afastada, não ouvimos o barulho e só demos falta delas quando foi feita a conferência, às 6h30min. Além disso, era uma parede simples de tijolo, diferente da ala do seguro, que tinha uma camada de dez centímetros de concreto. Esta é a primeira vez que mulheres fogem do presídio em seis anos que estou aqui”, explica o diretor da instituição, Ricardo Dias Welausen.

Também ‘auxiliou’ na fuga das presas o fato de ter um terreno baldio ao lado do presídio. “Ali fica muito escuro e não tem como enxergar da guarita”, afirma Ricardo. O buraco feito na parede já foi consertado e providenciado um reforço. “Como há previsão de um outro prédio, não adianta fazer muitos investimentos no atual. Mas já fechamos o buraco e providenciamos um reforço com concreto para dificultar novas ações”, relata o diretor. A ala abrigava 45 mulheres. “Já temos algumas pistas de onde estão”, diz Ricardo.

Quatro menores fogem do CIP em 24 horas

Em menos de 24 horas, duas fugas foram registradas no Centro de Internamento Provisório (CIP) de Tubarão. Com isso, chega a cinco o número de casos registrados este ano. Dois adolescentes, um de 15 e outro de 16, escaparam ontem, no fim da tarde. Eles puxaram a grade que fica na parte de cima e fugiram. Até o fechamento desta página, às 21h45min, eles não tinham sido recuperados.
Os outros dois fugiram no fim da tarde de domingo. Eles são irmãos e conseguiram escapar após o horário de visitas, por volta das 17h30min. Como são de Tubarão, os dois procuraram a família e foram reconduzidos à instituição horas depois pelo próprio pai.

As duas fugas de domingo e ontem já ocorreram sobre o comando da Organização Não Governamental Oficina de Artes Comunitárias e a quarta neste ano. A entidade assumiu o controle no dia 27 de junho. Segundo informações de funcionários do CIP, a instituição está sem coordenador, já que o anterior, conhecido apenas como Artur, já teria deixado o cargo. O Notisul tentou contato com o diretor do Departamento de Justiça e Cidadania (DJUC), Itamar Bonelli, mas ele não localizado. Segundo a assessoria do DJUC, o diretor estaria em Treze de Maio em uma reunião, e não poderia pronunciar-se sobre o caso, já que não chegou ao departamento a informação da fuga.