Rafael Andrade
Tubarão

A direção do Presídio Regional de Tubarão está preocupada com a possibilidade do aumento de doenças transmitidas pelo ar em decorrência do forte frio. Uma enfermeira da prefeitura iniciou a coleta de sangue e urina dos 325 detentos da unidade à realização de exames. A prevenção segue até o fim do inverno, no dia 22 de setembro.

Quinze presidiários que auxiliam a direção na cozinha da instituição foram os primeiros a ceder o material de coleta para exames. A preocupação aumenta com as temperaturas na casa dos cinco graus à noite. Os corredores gelados, as celas cheias e com sujeira acumulada somam para o surgimento de doenças contagiosas como a Gripe A, tuberculose, bronquite, pneumonia, caxumba e conjuntivite, por exemplo.

No último sábado, um detento de 26 anos morreu no Presídio Santa Augusta, em Criciúma, vítima de caxumba. “Não tenho conhecimento deste tipo de doença aqui na unidade de Tubarão. Mas, para evitar problemas, fazemos este trabalho preventivo”, informa Paulo Damasceno, chefe de segurança do presídio tubaronense.

Ainda em Criciúma, na terça-feira, dois detentos do Santa Augusta foram internados no Hospital São José com pneumonia e tuberculose. Em Tubarão, não há nenhum preso nos hospitais da cidade.

A Vigilância Sanitária da prefeitura de Tubarão planeja uma vistoria mais rígida na unidade carcerária da cidade. A leptospirose também ameaça os presos, já que alguns ratos foram vistos em visitas recentes do judiciário local e membros da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Tubarão.