Zahyra Mattar
Tubarão

Todas as celas da galeria e a do seguro no Presídio Regional de Tubarão foram alvo de uma minuciosa vistoria na tarde desta sexta-feira. A medida é a resposta da lei para a frustrada tentativa de fuga que os detentos tentaram empreender na quinta-feira. Eles cerraram três barras da grade de proteção superior da galeria, onde tomam banho de sol, em cinco pontos diferentes.

A manobra foi percebida pelos policias militares que também atuam na segurança da instituição prisional. Eles comunicaram o fato aos agentes prisionais que confirmaram tratar-se de uma tentativa de fuga. Rapidamente, medidas contentivas foram tomadas. Todos os presos foram enviados às celas e ficaram sem o banho de sol à tarde.

Após várias horas revirando uma centenas de sacolas plásticas, os agentes prisionais encontraram vários espetos de ferro, facas artesanais e outros objetos que poderiam ser transformados em arma pelos detentos. Um aparelho celular com bateria estava engenhosamente escondido dentro de uma barra de sabão. Alguns espetos foram localizados até dentro do cano de passagem de água dos chuveiros.

Os ventiladores e televisores foram todos recolhidos das celas e desmontados pelos agentes prisionais. Este procedimento é sempre feito nas vistorias porque os presos costumam abrir os equipamentos para esconder celulares e drogas. A visita, neste domingo, não foi cortada – o que é comum em reprimendas em caso de tentativa de fuga -, explica o diretor do Presídio Regional, Ricardo Welausen, porque uma liminar da justiça tubaronense já impede a entrada de menores de 18 anos na instituição. Com isso, o número de visitantes caiu quase que pela metade.

A decisão da justiça segue a linha da liminar imposta para o número de detentos permitidos no Presídio: 200. Nesta sexta-feira, a instituição abrigava 210 presos. Os dez acima do permitido pela liminar conseguida pelo Ministério Público de Tubarão estão lá porque a devida prisão foi autorizada pelo juiz corregedor.

A operação de revista foi coordenada pelo diretor do Presídio, Ricardo Welausen, e contou com a participação dos agentes prisionais, encarregados da revista, da Polícia Militar, Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) e Canil da Polícia Civil de Tubarão, que ficaram responsáveis pela segurança.