Rafael Andrade
Tubarão

Uma atitude pegou de surpresa seis agentes penitenciários do Presídio Regional de Tubarão, ontem. Segundo a direção do Departamento de Administração Prisional (Deap), os profissionais foram desligados, decorrente de vários motivos. No entanto, todos os agentes afirmam que existe uma perseguição contra eles.

Intrigas à parte, o local continua superlotado, com 327 reclusos em uma capacidade para 60. Agentes de Criciúma e Florianópolis devem chegar amanhã para substituir os seis agentes afastados de Tubarão. O grupo ficará à disposição do Deap.

“Por enquanto, eles ficam parados. Existem sindicâncias contra três destes agentes e os outros são investigados por possíveis irregularidades. Mas isso é de responsabilidade da corregedoria que apura os fatos. Existe um foco, que é traçar uma regra e agir conforme a lei estabelece. O local passa por uma readequação no quadro funcional”, explica o diretor do Deap, Adércio Velter.

O diretor do presídio, Deiveison Querino Batista, que está no cargo há quatro dias, informa que segue instruções do Deap e o desligamento destes agentes não afetará os trabalhos no presídio tubaronense. “Vamos trabalhar com 20 agentes, além dos três policiais militares da reserva e três funcionários terceirizados. A saída deste grupo não afetará. Continuaremos a manter uma assistência constante entre preso, agentes, familiares e Deap”, reitera Deiveison.

Três dos seis agentes desligados dos cargos já estavam afastados por atestados médicos. “Não há motivos para o nosso desligamento. Vamos articular uma resposta e a possível manutenção no cargo”, responde um agente.