Rafael Andrade
Tubarão

O presídio feminino de Tubarão deve mesmo ser instalado em Tubarão. É o que confirma o secretário estadual de segurança pública, André Luiz Mendes da Silveira. “A ideia é fazer aqui na cidade o que vamos executar em Itajaí, onde também está sendo construído um novo presídio e vamos utilizar o antigo prédio para manter as mulheres”, cita André.

Um caso parecido também ocorre em Lages. Em Tubarão, um prédio com capacidade para receber 248 presos é construído no bairro Bom Pastor. Anexo ao local, uma ala específica para receber até 120 detentos do regime semiaberto é levantada. Será um complexo carcerário com capacidade para 368 presos, um dos maiores do estado. Mas, e as 44 mulheres que estão no atual prédio do Presídio Regional de Tubarão, no bairro Humaitá de Cima? Para onde vão?

Esta pergunta foi respondida ontem pelo secretário André a Clodoaldo de Medeiros, representante do Conselho Comunitário do Humaitá, que esteve presente em uma reunião, ontem à noite, na Associação Empresarial de Tubarão (Acit). “Vamos adequar o atual imóvel para elas. É até interessante para a comunidade a manutenção. O policiamento continuará na região, inibindo a criminalidade”, avalia André.

O Presídio Feminino de Tubarão atenderá toda a região. A capacidade ainda não foi estipulada, pois uma reforma será feita após a transferência dos 287 homens. É muito provável que isso ocorra ainda este ano.
“Nós, da comunidade, vamos batalhar para que saiam todos do presídio e o local seja transformado em uma praça”, reforça Clodoaldo.

“Poderemos chegar ao extremo”
Os membros do Conselho Comunitário do bairro Humaitá de Cima afirmam que podem tomar medidas extremas se as mulheres não forem retiradas do presídio junto com os homens. “Por enquanto estamos debatendo, mas a manifestação popular pode tomar caminhos piores”, avisa Edoir da Silva Schmoeller, presidente do conselho.