O juiz Elleston Canali (E) e o promotor Sandro de Araújo (C) acompanharam o caso de perto.
O juiz Elleston Canali (E) e o promotor Sandro de Araújo (C) acompanharam o caso de perto.

Rafael Andrade
Tubarão

Os detentos da área chamada galeria do Presídio Regional de Tubarão, onde estão 82 homens (no total, são 230), enviaram uma carta ao juiz da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais, Elleston Canali, ontem. Na correspondência, assinada, estão dezenas de reclamações, como a falta de colchões, roupas, calçados e até a perna mecânica de um apenado, e de tratamento indevido, como espancamentos, por parte de policias e agentes prisionais. Outras dezenas de tópicos constavam nas reivindicações, infundadas, segundo a diretoria do presídio.

Após a carta chegar às mãos do magistrado, os detentos informaram à direção da instituição penal que estavam em greve de fome. “Eles recusaram-se a tomar o café da manhã e almoçar. Ficaram agitados e começaram um princípio de tumulto”, relata o diretor interino Fabrício Buss de Medeiros. Mais de 30 mulheres e alguns filhos de detentos estavam na porta da instituição desde às 8 horas de ontem. “Fomos proibidos de entrar. Tiraram nossos direitos”, lamenta uma das esposas.

Após a chegada do promotor de justiça, Sandro de Araújo, e do juiz Elleston, a situação foi resolvida. “Nós conversamos por mais de uma hora com os presidiários. Eles nos informaram a situação, apontaram as suas reclamações e reivindicações, porém, não constatamos nenhuma irregularidade”, salienta Sandro.