Oitocentos praças dos bombeiros e da Polícia Militar participaram ontem da assembleia.
Oitocentos praças dos bombeiros e da Polícia Militar participaram ontem da assembleia.

Florianópolis

Cerca de 800 praças dos bombeiros e da Polícia Militar decidiram ontem de manhã em assembleia da associação de praças do estado de Santa Catarina (Aprasc) manter a mobilização da categoria até o Natal, em parceira com a entidade que representa os oficiais (Acors).

A campanha em outdoors e meios de comunicação será ampliada. O governo convocou um representante da entidade para uma mesa de negociação com o executivo. Além do vice-presidente da Aprasc, sargento Manoel João da Costa, também esteve presente o presidente da associação de oficiais (Acors), coronel Fred Harry Schauffert.

A reunião ocorreu no início da tarde de ontem, com os técnicos das secretarias da fazenda e administração, mas não teve avanço. Segundo João da Costa, a proposta do governo é incorporar os abonos em quatro vezes, a partir de agosto do próximo ano. Os técnicos acreditam que pode ser melhorada.

Entre as principais reivindicações, estão o tratamento igual entre as classes da segurança pública, o aumento real do piso salarial dos soldados, a ampliação da promoção por meio da ativação das vagas de cabos e sargentos, a incorporação da hora extra e a compactação dos valores dos salários para os militares.

Projeto de lei para cumprir a anistia é enviado

O comandante-geral da Polícia Militar de SC, coronel Nazareno Marcineiro, foi aplaudido na assembleia dos praças, ocorrida ontem de manhã, e anunciou o envio à assembleia legislativa do projeto de lei para cumprir a anistia, o que foi feito no final da tarde.

Para ele, a anistia dos policiais que participaram da manifestação de 2008 é um recomeço da instituição. “O primeiro passo é nos unir como uma única classe, a dos policiais de Santa Catarina, composta de soldado a coronel. Tudo que atenda os interesses institucionais e seja legal, moral e ético, será uma luta minha também. E a anistia atende todos esses requisitos”.
Marcineiro manifestou-se favorável às reivindicações dos praças, mas pediu tempo para o governador aplicar. O coronel colocou-se como intermediário entre a categoria e o governo.