A bala não atingiu nenhum órgão, mas Alexandre precisa tomar medicamentos para controlar a dor forte.
A bala não atingiu nenhum órgão, mas Alexandre precisa tomar medicamentos para controlar a dor forte.

Rafael Andrade
Tubarão

As polícias Civil e Militar de Tubarão instauraram ontem dois inquéritos para apurar os detalhes de uma confusão generalizada que resultou em dois disparos de espingarda calibre 12 com balas de borrachas. O comerciante Alexandre Ferreira Martins, 28 anos, foi atingido no abdômen e no braço.

O fato ocorreu domingo à noite, por volta das 21h30min, no bairro Humaitá de Cima, ao lado do Presídio Regional de Tubarão. A confusão iniciou após dois homens, de 29 e 35 anos, recusarem-se a pagar uma conta na lanchonete do comerciante, que fica ao lado da guarita do presídio. O pai de Alexandre foi cobrar a dívida da dupla, que tentava fugir em um Uno vermelho com placas de Forquilhinha.

“Havia quase 50 clientes na lanchonete, muitas crianças. Meu pai foi agredido pelos devedores e intervi. Neste momento, sem falar nada, o policial (que estava na guarita) sacou a espingarda e atirou duas vezes. Poderia ter atingido uma criança e até ter resultado em uma tragédia”, lamenta Alexandre.

Os clientes começaram a deixar o local correndo, com medo de mais disparos. O jovem foi levado ao hospital, onde recebeu atendimento, e liberado em seguida.
Alexandre registrou um boletim de ocorrência na Central de Polícia, e a conduta do PM será investigada. “Também vamos apurar os detalhes desta briga em um inquérito militar. Ou houve abuso de autoridade ou o policial agiu para se defender ou impedir que a briga acabasse em tragédia”, explica o major Giovani Livramento, comandante da 2ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar.