Mirna Graciela
Laguna
 
Os casos de violência sexual contra menores na região seguem o mesmo perfil dos registrados em grandes centros. O assunto é cada vez mais discutido sob vários aspectos. Mas uma coisa é certa: na maioria dos casos, o perigo está bem perto da vítima. 
 
A prisão preventiva de um policial militar de 45 anos, de Laguna, suspeito de abusar de, no mínimo, cinco crianças com idades entre 6 e 7 anos, foi solicitada ontem pelo delegado Flávio Costa Gorla, que encaminhou o inquérito na última sexta-feira ao fórum.
 
“Agora aguardo a decisão do juiz sobre o pedido de prisão e conto com a opinião favorável do Ministério Público”, posiciona-se o delegado, que investiga os crimes desde março, quando teve as primeiras informações sobre os casos, por meio das mães de duas vítimas.
 
Elas foram à delegacia, acompanhadas da esposa do acusado, de 43 anos. “Para mim não há dúvida de que se trata de um crime hediondo, praticado por uma pessoa próxima das vítimas, que eram induzidas a atos libidinosos”, assegura o delegado.
 
A notícia das atitudes do policial espalhou-se em seu próprio ambiente de trabalho. Em função disto, seus colegas – alguns mantinham convivência pessoal com o homem – indagaram seus filhos em casa. E surgiram as revelações. 
 
No primeiro interrogatório, o homem usou o direito de permanecer em silêncio. Posteriormente, foi à delegacia acompanhado de sua advogada, e negou todas as acusações.
 
No entanto, sua esposa afirmou em depoimento que ele mostrou-se arrependido quando ela tomou conhecimento dos fatos e pediu-lhe perdão.
 
 
Vítimas são parentes do indiciado e filhos de conhecidos  
Um dos primeiros boletins de ocorrência registrados contra o policial militar de 45 anos, de Laguna, suspeito de abuso sexual contra menores, revelou que ele mostrou seu órgão sexual para uma menina de 6 anos e pediu que ela o beijasse.
 
Depois, segurou a criança e a beijou na boca. Os pais da vítima são conhecidos da família do indiciado.
 
Uma outra garota de 7 anos, também abusada por ele, que o policial tocou em seu órgão genital. Outra menina da mesma idade, revelou para a sua mãe que ele passou a mão em suas pernas, deixou seu órgão à mostra e ainda fez sexo oral na menina. Uma delas é sobrinha do policial e ambas são parentes.
 
Uma tentativa ainda ocorreu com a filha de um colega de trabalho dele. O acusado pediu para levar a filha do companheiro a um piquenique. Desconfiado, ele não deixou. Entre as crianças, existe um menino, no qual o homem tentou tocar em seu órgão sexual. 
 
Segundo o delegado Flávio Costa Gorla, as revelações feitas pelas crianças são hediondas. Contudo, está confirmado que não houve conjunção carnal em nenhum dos casos. 
 
 
Outras crianças de escola de Garopaba serão ouvidas
As investigações de outro caso de agressão sexual contra crianças seguem nas mãos do delegado Diego de Araújo, de Imbituba. Um garoto de 9 anos foi abusado por um jovem de 24, em sua própria casa, na cidade. Os exames confirmaram que houve tentativa de penetração sexual. 
 
As agressões vieram à tona no último dia 18. O acusado trabalhava na prestação de serviços comunitários de uma instituição escolar, em Garopaba. “No momento colho informações e vou ouvir mais crianças da escola para concluir o inquérito”, resume o delegado.
 
Informações apontam que o jovem agradada os alunos e oferecia-lhes balas e doces. Ele cumpria pena alternativa no centro de educação e ajudava a capinar o pátio.