#PraCegoVer Na foto, um agente de Polícia Federal faz o recolhimento de documentos em uma empresa acusada de superfaturamento na compra de materiais médicos e hospitalares destinados à rede pública de saúde
Também é investigada a possível participação de servidores públicos no esquema fraudulento, bem como o destino dos recursos públicos envolvidos - Foto: PF | Divulgação

A Polícia Federal deu início a terceira fase da Operação Fuscus, que investiga empresários e empresas suspeitas de participarem de uma esquema envolvendo o superfaturamento de quantidades de produtos hospitalares e odontológicos adquiridos para atender a rede pública de saúde de diversos municípios do Sul catarinense, inclusive para o enfrentamento da Covid-19.  Estima-se que a organização criminosa tenha movimentado cerca de R$ 10 milhões em aproximadamente 15 meses. Nesta quinta-feira, mais três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Araranguá. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal em Criciúma.

A Operação Fuscus foi deflagrada em 2020, depois que cidadãos realizaram uma série de representações por conta da suposta má aplicação de recursos públicos destinados a compra de medicamentos, insumos e EPIs. A apuração dos fatos teve início em setembro de 2020, a partir de denúncia que apontava excesso no volume de aquisições e sobrepreço em produtos adquiridos por uma Secretaria de Saúde do Sul de Santa Catarina. As investigações, feitas em conjunto pela Polícia Federal e pela Seção de Auditoria do Ministério da Saúde, prosseguem e até o momento não foram feitas prisões. Os envolvidos responderão, na medida de suas responsabilidades, pela prática dos crimes de conluio e fraude ao caráter competitivo de licitações, falsidade ideológica, peculato e organização criminosa,cujas penas somadas podem chegar a até 28 anos de reclusão.

Primeira fase
Assim que as representações feitas por cidadãos foram feitas, o Ministério da Saúde passou a investigar a suposta má aplicação dos recursos e diversas discrepâncias foram encontradas. A Polícia Federal foi acionada e deu-se início as investigações, em setembro de 2020. No dia 5 de novembro, os primeiros 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Criciúma, forma cumpridos nas cidades de Sombrio e Turvo/SC em endereços de órgãos públicos, empresas, servidores públicos e empresários.

Segunda fase
Mesmo após a deflagração da operação, em 2020, os investigados prosseguiram com as condutas suspeitas, o que motivou o prosseguimento das investigações. No dia 4 de novembro de 2021 mais 26 mandados de busca e apreensão, igualmente expedidos pela 1ª Vara Federal de Criciúma, foram cumpridos em endereços de órgãos públicos, empresas, servidores públicos e empresários nos municípios de Sombrio, Araranguá, Passo de Torres, Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, São João do Sul e Camboriú.

Fonte: Polícia Federal
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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