Tubarão

Por um lado, pode inibir a criminalidade causada por motoqueiros em assaltos. Por outro, constranger os motociclistas de um modo geral, já que terão que vestir um colete contendo o número da placa, com letras e números grandes.
Há uma semana, a lei municipal, de autoria do vereador Maurício da Silva, gera reclamações e aplausos por uma parte dos tubaronenses. Circulam em Tubarão atualmente 19 mil motocicletas e os proprietários de todas terão que se adequar ao novo sistema. “Friso que o objetivo é prevenir os crimes ou diminuir a incidência de assaltos com a utilização de motos. O benefício será visível e evidente”, enaltece Maurício.

Ontem, no 5º batalhão da Polícia Militar (PM), em Tubarão, uma reunião entre o autor da lei, o comandante da PM, tenente-coronel Silvio Ricardo Alves, o delegado César Reynoud, da Central de Polícia Civil, e fiscais da prefeitura definiu as estratégias. Silvio Ricardo é o responsável pela coordenação da fiscalização dos motociclistas.

Em um primeiro momento, a polícia irá advertir e informar da obrigatoriedade. Em caso de reincidência, será multado. “A mesma coisa ocorreu quando foi aprovado o uso obrigatório do cinto de segurança. O povo acostuma”, avalia Maurício.
O deputado estadual Joares Ponticelli avalia que o assunto é complexo e merece ser discutido. “Também pretendo levar ao plenário um projeto de lei dentro desse parâmetro. Vamos realizar algumas audiências públicas para ouvir as opiniões”, adianta Ponticelli.

Prós e contras
Os motociclistas Anderson Mendes e Sérgio Luiz Oliveira não concordam com generalização desta lei. “No meu ver, o colete e o adesivo deveriam ser obrigatórios apenas aos profissionais que trabalham com moto”, avalia Anderson.
Já o comerciante Nereu Machado Lessa, aprova a norma. “Vai dar resultados positivos, sinto-me seguro. Parabenizo a iniciativa do vereador”, analisa Nereu.