Dura pediu a continuidade do bom trabalho, uma boa relação e que eles tenham pulso firme e liberdade em tomar as decisões.
Dura pediu a continuidade do bom trabalho, uma boa relação e que eles tenham pulso firme e liberdade em tomar as decisões.

Tubarão

Um encontro de apresentações e definição de ações foi realizado ontem à tarde, na secretaria de desenvolvimento regional (SDR) de Tubarão. Os novos gerentes do Presídio Regional de Tubarão, Paulo Joarez Domingues Damaceno, e do Presídio Feminino, Juliana Borges Medeiros Ghisi, reuniram-se com o secretário Haroldo de Oliveira Silva, o Dura.

Um dos assuntos foi uma audiência a ser promovida na próxima semana com a secretária de justiça e cidadania do estado, Ada de Luca, para tratar da construção do presídio feminino, ao lado do masculino, no bairro Bom Pastor. “É necessário iniciarmos estas tratativas e também discutirmos a respeito dos reparos que serão feitos na unidade, no bairro Humaitá de Cima, agora ocupada somente por mulheres”, esclareceu o secretário.

Os novos gerentes assumiram as instituições há quase 15 dias. “Pedi a continuidade do bom trabalho, uma boa relação entre nós, e que eles tenham pulso firme e liberdade em tomar as decisões”, contou Dura.
Desde sexta-feira, o antigo presídio não recebe mais detentos, somente mulheres. Com isto, concluíram-se as transferências do velho para o novo. Uma troca foi feita com a Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba, que recebeu 26 presos de Tubarão e 22 detentas de lá foram removidas para a Cidade Azul.

O que projetam os dois novos gerentes

Há três anos na área, com experiência na Penitenciária Sul de Criciúma, o novo gerente do Presídio Regional de Tubarão, Paulo Joarez Domingues Damaceno, destaca que o desafio na profissão é diário.
Sobre as novas regras impostas (normativa do estado), ele acredita que teria problemas, mas todos estão se adequando. “A proibição do cigarro, que seria o maior entrave, não é incomodação, inclusive a norma é estendida a todos os agentes penitenciários e de controle”, avisou o gerente.

Hoje, 250 presos estão no sistema fechado e 91 no semiaberto. Estão incluídos 41 transferidos de outras cidades para Tubarão. “São 30 de Blumenau e 11 de São Francisco. Hoje (ontem), entrei em contato com a administração de Blumenau. O prazo de retorno é até o próximo dia 23, mas vai demorar mais um pouco, em função de obras que são feitas naquelas unidades por conta das rebeliões”, informou Paulo.
Apesar de ele já fazer parte do presídio (era chefe de segurança), a fase é de adaptação. “Queremos futuramente criar oficinas de trabalho, a intenção é aumentar estas condições. Em 15 dias, os presos terão uma biblioteca à disposição”, adianta.

A gerente do Presídio Feminino, Juliana Borges Medeiros Ghisi, ocupava o cargo de gerente de execução penal do Deap, na capital. Ela compartilha da mesma opinião de Paulo. “Meu projeto é buscar parcerias com as empresas para trazer algum tipo de trabalho para as presas se ocuparem e trabalharem. São 105 mulheres que hoje não têm este tipo de atividade”, planeja Juliana.