Idosa ficou três horas amarrada até ser socorrida por vizinhos  -  Foto:Kalil de Oliveira/Notisul
Idosa ficou três horas amarrada até ser socorrida por vizinhos - Foto:Kalil de Oliveira/Notisul

Kalil de Oliveira
Capivari de Baixo

O bar ainda não tem nome, nem placa. Havia apenas três meses que a proprietária, uma idosa de 65 anos, acreditou na tranquilidade da rua Santa Lúcia, em Capivari de Baixo, para montar o negócio, que serviria para complemento da renda. Após ser torturada por criminosos e amarrada por três horas, ela mudou de ideia sobre o que pensava.  

O crime ocorreu por volta das 17 horas, na quinta-feira. O bar estava vazio e a vítima atendeu um homem, que pediu uma cerveja e depois foi ao banheiro. Quando retornou, ele anunciou o assalto. Um comparsa o aguardava do lado de fora e depois entrou. Foi aí que começou a pancadaria. A mulher, na tentativa de defender sua cabeça, foi atingida por golpes nos braços. Não contente, a dupla amarrou a idosa em uma cadeira e a amordaçou. Ela foi ameaçada e agredida novamente. 

“Pensei que iria morrer. Eles cortaram o lençol da minha cachorrinha e me amarraram. Me bateram muito. Nem sei o que pensar”, revelou. A vítima foi socorrida por um vizinho por volta das 20 horas. O jovem desconfiou do lugar estar fechado, pulou o muro e arrombou a porta. “Ela estava suja, jogada no chão tentando se soltar. Eles reviraram tudo”, relatou o vizinho. Um cassetete usado pela dupla ficou sobre a mesa e pertencia à mulher. Apesar das agressões, a idosa se negou a ir para o hospital. Ela passou a noite na casa de vizinhos, bastante transtornada, com escoriações pelo corpo.

Vizinhos relatam o que viram
Um outro vizinho contou que viu um homem do lado de fora. “Ele disse que esperava um colega. Eu não desconfiei de nada”, admitiu. Segundo o morador, era um jovem de barba com cerca de 1,70m. O suspeito não aparentava nervosismo. “Eu saí para fazer compras, quando voltei ele não estava mais. Minha mulher ouviu um carro que saiu ‘cantando’ pneu. Achamos estranho”, salientou. Conforme outro vizinho, a dupla teria voltado ao local do crime em uma motocicleta. “Achei suspeito que pararam aqui em frente no meio da noite. Quando me viram, saíram bem rápido”, contou.

Investigação é iniciada
Nesta sexta-feira, policiais civis estiveram novamente no local do crime em busca de evidências. “Ela está ainda muito chocada. Colheremos um novo depoimento na segunda-feira”, observou o investigador Leandro de Souza. Como é início das investigações, ainda não surgiram suspeitos, mas o caso pode ser elucidado a partir de um banco de imagens, para o reconhecimento pela vítima. 
No boletim de ocorrência, a informação aponta que os homens poderiam estar armados. Do local foram roubados um aparelho de televisão de 50 polegadas, R$ 200,00, bebidas e alimentos. Por causa do roubo de dois celulares, a mulher não conseguia contato com a família, que mora na serra gaúcha, em Caxias do Sul. Ela reside em Capivari de Baixo há 16 anos.