Zahyra Mattar
Tubarão

Ontem, o treinamento de táticas policiais, pré-requisito para fazer parte do Pelotão de Patrulhamento Tático da Polícia Militar, tomou as ruas de Tubarão. Um “gerenciamento de crise” foi simulado para que os novos integrantes do grupo pudessem vivenciar na prática uma situação de perigo e estresse.

Enquanto eles colocavam em prática os ensinamentos obtidos na primeira semana de treinamento, iniciado no dia 27 de março, do outro lado da rua os comandantes tinham os olhos atentos para avaliá-los, o que tornou tudo ainda mais estressante para os 13 futuros policiais do PPT.

O “esquema” montado para eles resolverem era bem “simples”: um assalto à mão armada na empresa Proart, localizada na rua Prudente de Morais, no centro de Tubarão. Um cidadão passava pelo local e avisou o Centro de Operações (Copom). Uma viatura foi deslocada para averiguar a ocorrência e confirmou que o assaltante (na verdade um policial militar “disfarçado”) estava armado e rendeu o funcionário (outro PM). Os policiais da viatura fizeram o primeiro contato e acionaram reforço.

Neste momento, o “grupo dos 13” entrou em ação. Coube a eles fazer todos os procedimentos de isolamento do local, negociação com o assaltante, lidar com a imprensa, com os curiosos, organizar o trânsito e ainda solucionar a ocorrência. E tudo com o sangue gelado, rosto tranqüilo e voz calma.

Enquanto eles faziam isso, os policiais do PPT, o major do Bope, Marcelo Cardoso, o comandante do PPT de Tubarão e responsável pelo treinamento, primeiro tenente Dante da Costa Chierighini, e o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, tenente-coronel Eduardo Mendes, acompanhavam cada passo.