Policiais militares reveem as imagens do momento da fuga para identificar os adolescentes que fugiram do CIP.
Policiais militares reveem as imagens do momento da fuga para identificar os adolescentes que fugiram do CIP.

Amanda Menger
Tubarão

Na terceira fuga do ano no Centro de Internamento Provisório de Tubarão, quatro adolescentes escaparam da instituição, por volta das 17h22min de ontem. Eles tinham terminado de fazer um lanche e estavam no pátio. Os monitores guardavam os materiais. Os adolescentes puxaram a tela de proteção que fica em uma armação de metal no pátio e conseguiram pular e fugir pelo matagal.

Todos os adolescentes têm 17 anos. Dois deles são de Tubarão, um de Laguna e outro de Criciúma. Um dos tubaronenses é o jovem que confessou há poucos dias a autoria do assassinato de Regiane de Jesus Burato, 30 anos. Ela foi morta com dois tiros à queima roupa, no dia 7 de abril, no bairro Morrotes.

Três jovens estavam com blusões de moletom vermelho e um cinza. “Nós percebemos a fuga assim que ocorreu, tentamos correr atrás e não conseguimos pegá-los. Chamamos a Polícia Militar, que ficará responsável pelas buscas. Acreditamos que logo eles serão encontrados”, afirma o coordenador do CIP, Celso Ricardo de Souza. Até o fechamento desta página, às 22 horas, nenhum deles havia sido recapturado.

A fuga ocorreu justamente um dia antes do CIP entrar em uma nova fase da transição administrativa. Hoje, os representantes da Organização Não Governamental (CIP) Oficina de Artes Comunitárias, de Florianópolis, assumirão os trabalhos. Esta ONG também comanda a Casa de Semiliberdade de Capivari de Baixo. “A transição está mantida. O presidente da ONG é um ex-funcionário do Centro Educacional São Lucas, de São José, e conhece bem a realidade dos CIPs e dos menores infratores”, afirma Celso. No último dia 1º, uma equipe de interventores do estado assumiu a administração, já que o convênio com a prefeitura não foi renovado.