Na atividade há mais de 30 anos, um pecuarista de gado de corte teve novamente prejuízo com o roubo de mais uma novilha. O animal foi furtado do pasto, onde estava junto com outras 30 terneiras, e abatida para furto da carne há pouco metros de distância no local.

O crime ocorreu Estrada Geral da localidade de São Geraldo, no interior de Gravatal. Além da novilha, vários pertences da casa do dono do animal foram levados. Não é a primeira vez ele perde um animal para os ladrões. A comunidade é erma e quase não há vizinhos próximos um dos outros. A localidade é bem distante do centro da cidade.

Cada novilha custa, em média, R$ 2,5 mil. Isso sem contar o que o empresário já empregos de recursos para tratar o rebanho. O crime de abigeato, que consiste no furto qualificado pela subtração de gado ou animal domesticável de produção, têm crescido na região e no Estado. Pequenos, médios e grandes pecuaristas têm enfrentado esse tipo de problema, principalmente, em relação a gados, que, geralmente, são abatidos e vendidos em pequenos açougues das cidades.

Com crescimento de furtos e roubos de gados e outros animais e propriedades rurais, Polícia Civil ativará três setores específicos para investigar crimes no agronegócio nos próximos dias – Fotos: Polícia Civil de Santa Catarina

Na região, o último registro foi feito em Grão-Pará na quarta-feira da semana passada, dia 26 de janeiro. Assaltantes invadiram uma fazenda no Distrito de Invernada e levaram cinco novilhas, na madrugada dessa quarta-feira (25).

Ambos os crimes ocorrem dias antes da Polícia Civil de Santa Catarina anunciar, nesta terça-feira (1º), a ativação de três novos setores criados para fortalecer as investigações de crimes contra o agronegócio: o Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (Caoagro); a Delegacia de Polícia Virtual de Repressão aos Crimes Contra o Agronegócio (Deleagro) e o Núcleo de Inteligência do Agronegócio (Nintagro).

As estruturas de âmbito estadual funcionarão junto à Diretoria de Polícia da Fronteira (Difron), em Chapecó, no Oeset. Para o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, o Estado já demandava há alguns anos esta especialização por parte da Polícia Civil. “São crimes complexos de serem solucionados. Sem falar que há um envolvimento de valor econômico muito grande”, enumera Ghizoni.

 

 

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