A Polícia Civil indiciou criminalmente 22 pessoas na Operação Seival 2. A ação foi deflagrada no último dia 24, em Laguna. No entanto, houve desdobramentos em diversas cidades do Estado como Tubarão, Imbituba, Capivari de Baixo, Imaruí, Florianópolis, Navegantes, Itajaí e Criciúma.

Os crimes possivelmente cometidos pelos possíveis envolvidos são: associação e organização criminosa, corrupção passiva e ativa, além de fraudes em licitações.
O indiciamento significa que a polícia acredita que há indícios de autoria dos crimes por parte dos suspeitos.

O inquérito será encaminhado para análise do Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC). Posteriormente, o MP tem prazo de alguns dias para oferecer ou não a denúncia contra todos ou mesmo parte dos envolvidos, além de mudar o enquadramento dos crimes, se julgar necessário. Há também a possibilidade de arquivamento de um ou mais casos ou pedido de novas investigações.

Três legisladores foram e seguem presos, o presidente da Câmara, Valdomiro Barbosa de Andrade, Thiago Duarte e Cleosmar Fernandes. Os três do MDB. Duarte até semana passada integrava a chapa para majoritária das eleições municipais de 2020 com o atual prefeito, Mauro Candemil também do MDB, mas ele renunciou a sua participação na chapa. Além dos três vereadores o secretário municipal de Obras, Renato de Oliveira, também foi detido.

Os profissionais de segurança pública investigam dezenas de contratos firmados pela prefeitura de Laguna com empresários que prestam serviço no município há alguns anos. Há indícios de superfaturamento e não execução das obras e serviços licitados. Há também indicativos de fraudes na licitação do Iprev em 2016.

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