Foto: Divulgação/Notisul
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TUBARÃO

A criminalidade escancarada no Rio de Janeiro, muito devido à participação de facções que controlam o tráfico de drogas e armas no Brasil, como o PCC e Comando Vermelho, que atuam em todos os Estados, e aqui em Santa Catarina o PGC, fez o chefe do Executivo nacional autorizar, recentemente, a intervenção militar na capital fluminense. Com receio de que haja forte migração de bandidos de grandes capitais ao Estado barriga-verde, principalmente do Rio, a inteligência da cúpula de segurança pública catarinense montou a Operação Ferrolho. Ontem ela foi desencadeada e acompanhada de perto pelo governador Eduardo Pinho Moreira. Tubarão, Laguna e outras cidades da Amurel entraram na lista de 282 pontos de bloqueios averiguados.

Várias blitze foram montadas nas entradas dos municípios. Na Cidade Azul, por exemplo, vários pelotões e grupamentos realizaram barreiras na avenida Tancredo Neves, no bairro Revoredo, acesso Norte, e na rua Severiano Albino Corrêa, no bairro Fábio Silva. Ainda não foi divulgado o balanço parcial da operação em Tubarão. O secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, que assumiu o cargo recentemente, junto com o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, e o delegado-geral da Polícia Civil, o tubaronense Marcos Flávio Ghizoni Júnior, fizeram um balanço da Operação Ferrolho em âmbito estadual em coletiva na tarde de ontem, no Comando-Geral da Polícia Militar, em Florianópolis. A avaliação conjunta foi positiva, e o objetivo principal – demonstrar a capacidade de bloquear todos os pontos de acesso ao Estado catarinense – foi atingido. O governador acompanhou a operação de Brasília, onde participou de reuniões em busca de recursos para o Estado na área da Segurança Pública. “Essa é uma sequência das ações na segurança do Estado. É prioridade e vamos continuar atuando todos os dias”, afirmou Moreira, que é de Laguna.

“Não se trata de apenas passar uma sensação de segurança. É mais que isso: é demonstrar que estamos preparados para agir fortemente. Não tenho notícia de qualquer ação semelhante no Brasil e nem na América do Sul”, aponta Alceu. Durante a Operação foram verificados documentos de 30 mil pessoas e 15 mil veículos. Embora não fosse esse o objetivo principal, a operação resultou em apreensão de drogas, com destaque para oito quilos de skank, localizados em uma mochila no Terminal Rita Maria, na capital, e o cumprimento de um mandado de prisão em aberto em Balneário Camboriú.

De acordo com o coronel Araújo, a operação não foi planejada para grandes apreensões e sim para demonstrar a capacidade de bloquear todos os pontos de acesso ao Estado. “Com certeza, é a primeira de muitas, e se tornará um diferencial de segurança para os catarinenses”.
Para Ghizoni, a operação demonstra o que pode ser feito no combate contra a criminalidade. “Foi executada uma ação que demonstra que estamos nos adiantando contra algumas organizações criminosas e alguns tipos de crimes que tentam se valer destes pontos que foram trancados”.