Zahyra Mattar
Tubarão

Solícito? Muito. Mas ainda assim o comandante do Exército Brasileiro em Santa Catarina, general Antônio Carlos do Nascimento Krieger, disse “não” à proposta do estado de construir, no Centro de Treinamento do Exército, no bairro Bom Pastor, em Tubarão, o novo prédio do Presídio Regional do município. Oficialmente, o pedido da área foi feito ontem ao general pela comissão pró-presídio. O secretário de segurança pública do estado, Ronaldo Benedet, também participou do encontro, na sede do comando, em Florianópolis.

Mas o “não” do general em nada atrapalha os planos da comissão e do próprio secretário. Mesmo porque o próprio general reiterou que o não é quase uma resposta óbvia, já que não cabe a ele, e sim ao ministro da defesa, Nelson Jobim, e ao ministro do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri, decidir sobre a questão.

Com isso, a primeira medida de Benedet foi encaminhar, ainda na tarde de ontem, um ofício ao governador do estado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), a fim de solicitar aos ministérios parte do terreno, o equivalente a menos de 5% da área total, para a construção. O general também argumentou que a área do Centro de Treinamento em Tubarão é utilizada por várias outras companhias do estado. A de Florianópolis, por exemplo, não dispõe de amplo espaço para treinar.

Com isso, Benedet levantou a possibilidade de o estado ceder uma área de 100 hectares, junto à Penitenciária São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, para utilização da companhia da capital. “Acreditamos que a visível necessidade de abrir novas vagas será suficiente para que os ministros pelo menos pensem a respeito da proposta”, resume o assessor particular de Benedet, Vilson da Silva, integrante da comissão pró-presídio.

Vilson adiantou ainda que na próxima semana Benedet e alguns integrantes da comissão irão a Brasília apresentar a necessidade e a proposta de troca ao ministro Nelson Jobim, amigo pessoal do secretário Benedet. “Os recursos estão no orçamento do estado. E também há bom relacionamento entre o governo catarinense e o ministro (da defesa). Acreditamos, sim, em um bom desfecho da questão”, avalia Vilson.