Comissão formada ontem, após a audiência, reuniu-se logo em seguida para definir prazos e sugerir novas áreas.
Comissão formada ontem, após a audiência, reuniu-se logo em seguida para definir prazos e sugerir novas áreas.

Zahyra Mattar
Tubarão

Nem pendurado no céu, nem no meio de alguma comunidade. Os dez hectares de terra que o secretário de segurança público do estado, Ronaldo Benedet, quer comprar em Tubarão para construir o novo prédio do Presídio Regional pode ser em qualquer lugar.

Benedet esteve ontem na cidade para colocar um ponto final na questão. Designou funções e pediu muita pressa para a comissão, formada na reunião, encarregada de encontrar um pedaço de chão para a futura obra. “Até agora, não entendi esta confusão toda (ao se referir sobre o desentendimento entre a prefeitura e a secretaria de desenvolvimento regional, sobre quem ‘daria’ a área). Agora não importa. Achem um terreno que eu compro e construo. O projeto do presídio de Tubarão está pronto e há verba suficiente”, pontuou, em tom calma, mas firme.

Das áreas já vistoriadas, no ano passado, por técnicos da secretaria de segurança pública do estado e do Departamento de Administração Prisional (Deap), a maioria está descartada, especialmente a do bairro São Martinho e a da Tractebel. Depois da reunião, o grupo recém formado fez a primeira reunião. Os integrantes estipularam um prazo até a próxima quarta-feira para o levantamento de três a cinco sugestões de terrenos.

Anteriormente, o município havia oferecido dois hectares. Benedet quer dez. “Assim, teremos mais espaço e poderemos garantir a segurança de qualquer comunidade. E se alguém reclamar, podem colocar a culpa em mim. Esta obra vai sair de qualquer jeito. Em Criciúma, quando resolvi encarar a obra da penitenciária, 52% da população não queria. Fiz porque é necessário. Se perdi votos por causa disso não sei e não me importo. Segurança pública não pode ser tratada somente em esfera política ou como matéria de governo. É questão de estado”, decretou o secretário.

Benedet disse ainda que a desapropriação será feita amigável ou judicialmente. O preço: justo, garantiu. “O estado pagará o preço de mercado. Estamos determinados em fazer esta obra e ponto final. E se possível, quero ver ela (a obra) começar ainda este ano”, reforça. Cuidadoso, Benedet não estipulou prazos concretos. Disse apenas que, se não houver problemas na desapropriação e na licitação, é possível que a ordem de serviço seja entregue ainda este ano.

Assim que as sugestões de novas áreas estiverem “em mãos”, os técnicos da secretaria de segurança pública do estado e do Deap visitarão Tubarão para fazer a vistoria e escolher uma delas. Isto pode ocorrer entre quarta e sexta-feira da próxima semana.