Tubarão

Mais de mil policiais civis de Santa Catarina participaram da assembleia da categoria, em Florianópolis, nesta sexta-feira à tarde. Isto corresponde a um terço dos servidores no estado. Um público recorde em uma campanha por melhores salários desde a história da instituição.

Por unanimidade, ficou decidido que a paralisação está suspensa até o próximo dia 1º, prazo para o governo apresentar uma proposta. Caso não seja acatada pela categoria, algumas ações serão planejadas.
A primeira será a entrega dos cargos de confiança, que não serão assumidos por outros policiais. A segunda, o boicote da corporação na próxima operação veraneio, quando os policiais civis do interior são deslocados para o litoral para atender o incremento de turistas. E ainda há outras em definição (sigilo) e a votação do indicativo de greve.

Os policiais fizeram três dias de paralisação em todo o estado esta semana e somente atenderam os serviços mais urgentes (contra a vida). “O que mais me impressionou nesta assembleia foi a total união. Policiais que exercem variadas funções marcaram presença – delegados, agentes e escrivãos -, o que não havia ocorrido em outras manifestações”, declarou um investigador.

A Polícia Civil de Santa Catarina tem o quarto pior salário de todo o país. Um agente ganha R$ 781,00. Os policiais pedem a reposição salarial com o nivelamento dos cargos, o adicional de 25% sobre os vencimentos ao se aposentar (hoje eles perdem 30%), aumento no efetivo e melhores condições de trabalho. A categoria está há 13 anos sem reajuste.

Militares também analisam proposta do governo e apresentarão pedidos

 As associações de praças e oficiais dos bombeiros e da Polícia Militar estiveram reunidos nesta sexta-feira de manhã para analisar a proposta salarial apresentada pelo governador Raimundo Colombo.
A reposição do salário dos soldados – considerado muito defasado nos últimos anos – será a prioridade na campanha salarial. A proposta é aumentar o piso dos soldados para beneficiar também os demais níveis. Hoje, o soldado de terceira classe recebe R$ 938,02.

A decisão anterior de espalhar outdoors pelo estado com o pedido de tratamento igualitário entre os órgãos de segurança pública foi mantida. Nos próximos dias, as placas estarão nas ruas.
As duas entidades apresentarão ao governador e aos comandantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, na próxima semana, a carta de reivindicações, com os principais itens: salário, anistia e plano de carreira.
Nesse último ponto, as duas diretorias vão defender a aplicação da chamada promoção merecida, ou seja, a promoção imediata do penúltimo nível para o último depois de 30 anos de serviço e o preenchimento de todas as vagas de cabo.