Maycon Vianna
Tubarão

A circulação de nômades por Tubarão virou caso de polícia desde a última sexta-feira, quando seis menores invadiram um estabelecimento comercial e furtaram dois celulares semi-novos. O fato chegou a ser debatido na sessão da câmera de vereadores da última segunda-feira. Os membros do legislativo exigiam uma providência. Também foi cobrada mais atitude da Polícia Militar para combater os excessos destes povos.

“A nossa parte estamos fazendo. Quando a PM é solicitada, atendemos a ocorrência prontamente. Já intensificamos o policiamento preventivo para evitar este tipo de problema. Mas isso já é um caso para a prefeitura tomar providências”, declara o atual comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Sílvio Alves.
Ele elaborou um ofício e encaminhou, na tarde de ontem, ao Ministério Público para cobrar uma ação mais eficaz dos órgãos e fiscais ligados à prefeitura. “Eles precisam procurar o dono do terreno e mandar cercá-lo. Isso é uma norma a ser seguida e este tipo de providência deve ser realizada”, constata o comandante.

A secretária de assistência social da prefeitura, Vera Stüpp, confirma que os donos dos terrenos da cidade precisam tomar ações mais contundentes. “Os proprietários precisam cercar os locais para evitar a invasão dos nômades ou andarilhos. É uma forma de prevenir qualquer tipo de incomodação”, explica Vera.
Em um local onde está instalada uma família na rua Padre Geraldo Spetmann, próximo à rodoviária, vivem cinco adultos (entre eles uma grávida) e dez crianças e adolescentes com idades entre 3 e 16 anos.

A reportagem do Notisul entrou em contato na tarde de ontem com o Ministério Público, no fórum de Tubarão, e até por volta das 18h45min os promotores da área de cidadania e da vara da família, infância e da adolescência não tinham analisado o ofício enviado pelo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar.