Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (21), a delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), responsável pelo caso do assassinato do pastor Anderson do Carmo, afirmou que a investigação ainda está no começo. Ela confirmou que Flávio dos Santos, de 38 anos, assumiu ter atirado seis vezes no pastor.

“Temos informações seguras da participação, em alguma medida, dos dois presos: Flávio e Lucas. Lucas pode ter tido uma participação no auxílio para obter a arma. Já Flávio participou diretamente da execução do crime”.

Antes da entrevista, três filhas do casal chegaram à delegacia acompanhadas de uma advogada. No entanto, a delegada frisou que elas serão apenas ouvidas, assim como outras pessoas envolvidas com o caso. “Várias pessoas foram e serão ouvidas. O que nós temos até agora são relatos, mas isso não define investigação, nem mesmo a confissão.

A titular da DH também lamentou o desaparecimento do celular do pastor Anderson. Ela afirmou que o celular de Flávio também sumiu. “O celular da vítima não foi encontrado até hoje. Lá poderia haver dados importantes para nos dar informações mais precisas e até desvendar o crime. O celular do Flávio também desapareceu, o que prejudica ainda mais a investigação.

A delegada também esclareceu que não se sabe a motivação do crime, e que pode haver até mais de uma. “Não está esclarecida a motivação, se tudo aconteceu da forma narrada, se mais pessoas estão envolvidas. Não está comprovada a relação extraconjugal, nenhuma das pessoas ouvidas fala nisso especificamente. Pode haver mais de uma motivação”, apontou.

Nesta quinta-feira (20), a titular da DHNSGI ouviu mais um dos filhos da deputada federal Flordelis. De acordo com informações obtidas pelo RJTV, o rapaz suspeita de que a mãe e outras três filhas do casal, além de Flávio e Lucas dos Santos, podem estar envolvidas no crime. Uma destas irmãs é acusada de ter oferecido R$ 10 mil para Lucas matar o pai.

Ainda de acordo com este depoimento, ele não escutou barulho de carro ou moto em fuga, como havia declarado a deputada. Ele também teria visto Flávio, apontado como mandante do crime, ao lado do corpo de Anderson do Carmo logo após os disparos. Além disso, ele afirmou que logo após o crime, o celular do pastor foi entregue à deputada Flordelis. Ela declarou que este aparelho desapareceu.

O rapaz também contou que há algum tempo Flordelis e estas três irmãs estavam colocando remédios na comida de Anderson. Isto teria feito com que sua saúde se deteriorasse ultimamente. Flordelis ainda teria dito que “estava chegando a hora” do pastor. Em fevereiro, Anderson teria mostrado em seu celular um ameaça de morte que recebeu.

Após o depoimento desta quinta, a polícia pediu a prisão preventiva de Lucas e Flávio dos Santos.