“Tudo o que não desejo é política partidária, temos que discutir ideias e pensar nos benefícios do município e da população”. Antonio Honorato - Prefeito de Pescaria Brava
“Tudo o que não desejo é política partidária, temos que discutir ideias e pensar nos benefícios do município e da população”. Antonio Honorato - Prefeito de Pescaria Brava
Mirna Graciela
Pescaria Brava
 
Se depender do primeiro prefeito do recém-criado município de Pescaria Brava, Antonio Honorato, a nova Penitenciária Estadual poderá ser construída na cidade. Mas ele avisa que não há nada de oficial sobre a decisão. 
 
Na lista do governo do estado ainda estão cotados Paulo Lopes e outro município da Grande Florianópolis, não revelado. A busca por outros locais iniciou após os entraves jurídicos para que a unidade prisional não fosse instalada em Imaruí.
 
“Oficialmente não posso dizer que quero, mas aguardo o convite e o vejo com bons olhos, mas tudo tem que ser muito bem analisado antes”, declara o prefeito. Ele garante que até conversou algumas vezes com o governador Raimundo Colombo sobre o assunto e que é provável o agendamento de um encontro em breve. 
 
“Quando isto ocorrer, então sim começaremos a detalhar as ações e levá-las ao conhecimento da sociedade. Tudo será feito por meio de audiências públicas com pessoas preparadas que possam discutir com a população e mostrar os benefícios”, garante Honorato. 
 
Entre as vantagens já pesquisadas pelo prefeito estão a geração de empregos e o incremento de R$ 300 mil mensal na receita, a partir do aumento da população. “Fora os outros benefícios das empresas que irão se constituir no município”, acrescenta o prefeito. 
 
Já o gestor de Paulo Lopes, Evandro João dos Santos, é contrário à construção e ‘ponto final’. Ele ficou surpreso com a informação divulgada esta semana na mídia. 
 
Evandro estava em Brasília quando seus assessores lhe telefonaram. E garante que não ofertou nenhum terreno para a construção, como foi cogitado.
 
A estrutura da penitenciária
A nova penitenciária pretende desativar o complexo prisional da Agronômica, área residencial em Florianópolis onde estão cerca de dois mil presos. Estão previstos para a estrutura R$ 57,1 milhões de investimentos (R$ 50,3 milhões financiados pelo BNDES e R$ 6,8 milhões de recursos do Estado). São 1.304 vagas para detentos, com salas de aulas, oficinas e quadras esportivas. E 17,5 mil metros quadrados de área construída.