#Pracegover foto: na imagem há um homem de roupa escura, um boné escuro, de óculos escuro e o mar
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Após matar a tiros o bombeiro militar Smaylin Willian Schappo, de 33 anos, a namorada, 29 anos, sacou a arma que estava escondida no moletom e cometeu suicídio, segundo a PM (Polícia Militar). O crime ocorreu no bairro Ingleses, em Florianópolis, nesta quinta-feira (16).

Em nota publicada nesta sexta, a PM relata que outra mulher ligou para a central de emergência buscando ajuda, porque a amiga estava em estado de choque e um homem havia sido morto.

Ao chegar ao local, havia apenas o corpo de Smaylin e a mulher ameaçava cometer suicídio. Os policiais, então, acionaram uma equipe especializada para conversar com ela e acalmá-la, mas não conseguiram impedi-la. “A mulher estava completamente fora de si, não deixando os policiais se aproximarem, impedindo qualquer tipo de ação para que pudesse contê-la”, diz a nota.

Amigos prestam homenagem

“Era como um filho mais velho ou irmão mais novo. Fazia parte da minha família. Tristeza imensurável.” Esse é o relato de Luis Gomes, amigo de Smaylin.

Dezenas de comentários como esse foram feitos na publicação do Corpo de Bombeiros Militar, na qual a corporação lamentou a morte de Smaylin, que atuava como 2º sargento. Ele entrou na corporação em 2006 e estava lotado na Central de Operações Bombeiro Militar, na Capital.

“Neste difícil momento, registramos aos familiares e amigos do sargento Schappo, os sentimentos de profunda tristeza e solidariedade de todos os Bombeiros Militares da corporação. Nossas respeitosas continências”, diz a nota.

A suspeita da polícia é que a namorada, de 29 anos, teria o matado em casa e cometeu suicídio em seguida, no quintal.

“Um ser humano fora do contexto, amigo, parceiro, vaidoso ao extremo, uma perda lamentável para nós da Corporação e para a sociedade”, diz o amigo Rodrigo Rosino.

Smaylin era natural de São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense. Já a mulher era natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. “Muito triste e trágico a forma que partiu. Merece nossa continência e respeito”, completa Rodrigo.

Segundo o delegado Ênio de Matos, da Delegacia de Homicídios da Capital, o homicídio e o suicídio foram cometidos com uma pistola 380, que pertencia ao sargento. Ainda conforme o delegado, não havia sinais de luta na casa. Nesta sexta-feira (17), testemunhas serão ouvidas.

Motivação é investigada

As primeiras informações relatadas por policiais indicam que o crime ocorreu ainda no início da tarde desta quinta, mas a polícia somente chegou ao local por volta das 17h30.

Os corpos foram encontrados em uma casa na rua Servidão Aníbal Pedro Oliveira. Uma das hipóteses é de que o crime ocorreu por “motivos passionais”. No entanto, outras possibilidades não estão descartadas.

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Fonte: NDMais