Tubarão

Após ser publicado ontem com exclusividade pelo Notisul o trabalho realizado pelos advogados de defesa de Leonardo Matheus Rocha, principal suspeito de matar Mariana Matei há 10 meses em Tubarão, o pai da jovem, Paulo Matei afirma que discorda dos juristas. Ele não acredita na versão levantada pelos defensores de que o suspeito tenha confessado sob pressão.

“Sei que os advogados estão fazendo a parte deles, mais isto não corresponde com a realidade e não o inocenta de matar Mariana. Ele veio buscar minha filha em casa”, afirma.

Para Paulo desde o homicídio da filha, sua ausência e a violência das circunstâncias da morte, enfim, todos os argumentos que possam vir a serem apresentados pela defesa não modificará o passado. 

“Por que agora Leonardo está se fazendo de vítima? Ele fugiu, confessou. Não há dúvidas. O que ele fez foi brutal”, lamenta.

Os representantes do suspeito buscam provar que seu cliente foi levado a confessar o crime sob tortura. Posição informada ao juiz da causa que abriu um inquérito administrativo. “Estamos baseando nossa defesa na ausência de autoria. Porque a confissão que sustenta a denúncia foi proferida mediante atos de tortura física e psicológica realizadas no interior do estabelecimento prisional do município”, informo Henrique Falchetti da Silva.

Envolvidos
A equipe do Notisul entrou em contato com a diretora do Presídio Regional Masculino de Tubarão,  Maira de Aguiar Montegutti e com os corregedores da Delegacia de Polícia Civil  de Santa Catarina, mas não conseguiu encontrá-los.

Homicídio
Mariana Matei foi assassinada no dia 30 de janeiro, em Tubarão. Por volta das 6h20min, uma pessoa percebeu muito sangue em uma estrada de chão, no bairro Congonhas. O rastro levava a um matagal, onde estava o corpo da jovem de 15 anos, deitada de bruços. Guarnições da Polícia Militar foram acionadas e localizaram a garota próximo de um cercado em meio à vegetação. Exames apontaram que ela foi vítima de traumatismo craniano. Leonardo foi detido no dia 5 de fevereiro ao tentar fugir. No dia seguinte, já recluso no Presídio Regional Masculino de Tubarão, ele  confessou ser o autor do crime. 

Leia mais na matéria de ontem. https://www.notisul.com.br/n/seguranca/meu_cliente_e_inocente-55218