Maycon Vianna
Tubarão

Problemas como drogas, álcool e desestrutura familiar contribuem para construir um índice desagradável. Somente no ano passado, em Tubarão, foram registradas 2.192 queixas de casos contra crianças e adolescentes no Conselho Tutelar da cidade e na Delegacia de Proteção à Mulher, ao Menor e ao Idoso de Tubarão. São fatos como abuso sexual, estupro, abandono intelectual, maus-tratos e espancamento.

O maior número de ocorrências foi de maus-tratos. No entanto, muitas pessoas não denunciam a agressão. O delegado Genuíno Martins explica que a maioria dos casos não registrados contra as menores de casos como ser uma privação de alimentos ou de higiene (o que pode acarretar doenças).

Em todas a Amurel, segundo levantamento da Polícia Civil, só no segundo semestre do ano passado, 30 casos de abuso sexual foram denunciados nas delegacias. As vítimas são crianças: sete meninos e 23 meninas.

Neste ano, o primeiro caso ocorreu em Gravatal, no último dia 11, quando um homem de 33 anos abusou de uma menina de 13 e foi preso em flagrante pela PM.

Números mascaram a realidade
O cenário é ainda pior quando se constata os números oficiais registros de denúncias contra crianças e adolescentes. “Essas são apenas as queixas registradas através de denúncias. Na maior parte dos casos, foram descobertos por vizinhos da família, parentes ou professores que estranharam o comportamento da criança ou viram marcas de agressão”, relata o delegado Genuíno Martins.

O conselheiro tutelar Fernando Fernandes confirma a informação. “As pessoas têm muito receio de se comprometer. Muitas não sabem que ninguém é obrigado a se identificar. Nós resolvemos apenas os problemas que chegam até nós”, afirma.

Denúncias podem ser feitas a qualquer hora pelo 190 (Polícia Militar) ou pelo plantão do Conselho Tutelar. O integrante do conselho alerta que esse telefone deve ser usado apenas para denúncias urgentes. “Para casos de espancamento, abuso sexual, para que possamos dar o flagrante, o telefone é (48)3626-4998”, diz Fernando.