Tubarão

O Ministério Público de Santa Catarina propôs ontem ação criminal contra os quatro integrantes da quadrilha que assaltou a Relojoaria e Ótica Orient, no centro de Tubarão, no último dia 10, e matou o guarda municipal Marcelo Goulart da Silva, 33 anos.

Para o Ministério Público, o assalto chamou a atenção pela audácia do grupo, que roubou joias avaliadas em R$ 29.331,00 e, com o fim de garantir a impunidade do crime durante a fuga, atirou contra o guarda, que estava desarmado. Dois homens de 26 anos, outro de 18, e uma garota de 18 responderão pelos crimes de formação de quadrilha, latrocínio (roubo seguido de morte), posse de arma de fogo de uso restrito, tráfico de drogas e corrupção de menor, levando-o à prática de infração penal.

A Promotoria de Justiça também requer a elevação da pena a ser aplicada, em caso de condenação, pelo crime ter sido cometido de forma que tornou impossível a defesa da vítima e por ter resultado em perigo comum. Caso julgada procedente a denúncia, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão. Os envolvidos no latrocínio e demais crimes estão presos à disposição da justiça. As joias foram recuperadas foram entregues ao proprietário da loja.

O adolescente envolvido nos crimes está em um centro de internamento, à disposição do Juizado da Infância e da Juventude. O seu processo deverá ser julgado em até 45 dias, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.