Mirna Graciela
Tubarão
 
O Ministério Público Estadual (MP) contestou ontem as argumentações do procurador da república em Tubarão, Celso Três, a respeito do caso de tortura ocorrido no Presídio Regional no ano passado. Conforme alega Celso Três, o agente prisional que gravou as imagens, em junho do ano passado, é perseguido de forma administrativa e criminal. O procurador sustenta ainda que as denúncias feitas na época não foram investigadas.
 
O MP rebate. Conforme nota de esclarecimento enviada ontem, as promotorias de Criciúma e Tubarão assinalam que após a exibição das imagens foi instaurado um inquérito para apurar a responsabilidade penal dos envolvidos, bem como requisitado à secretaria estadual de segurança pública o procedimento administrativo.
 
Ainda conforme o MP, “seis pessoas foram denunciadas: o autor das agressões e cinco agentes públicos. Entre estes, o responsável pelas gravações, outros dois agentes presentes no local, o diretor do presídio e um policial militar”.
 
O MP esclarece também que os agentes prisionais e o PM somente foram identificados após a gravação original ter sido apreendida no computador pessoal do autor da gravação. “As imagens veiculadas na mídia foram alteradas pelo agente prisional para ocultar outros participantes do delito”, afirma o MP, na nota.