Mais um caso de violência contra motorista de aplicativo aconteceu na madrugada desta terça-feira (25). Três adolescentes, dois de 14 e um de 12 anos, sequestraram e espancaram um motorista após atraí-lo até o Paranoá.

O homem estava trabalhando e recebeu o chamado para uma corrida no Paranoá. Ao chegar no local combinado, foi rendido e levado a um matagal, onde foi amarrado e espancado. Os adolescentes deixaram a vítima e saíram com o carro. 

Logo depois, os adolescentes voltaram, acompanhados de um homem adulto. Os quatro colocaram o motorista dentro do porta-malas e seguiram para o Plano Piloto. No Setor de Indústrias Gráficas, foram vistos por uma equipe da Polícia Militar que pediu que eles parassem para abordagem. 

Os militares foram ignorados e passaram a seguir o carro, que estava em alta velocidade. Os suspeitos perderam o controle do veículo na direção do Eixinho Sul e capotaram perto do Conic e do Hotel Nacional. Os quatro saíram do carro e fugiram. Os três menores de idade foram apreendidos e o homem conseguiu fugir.

O motorista, que ainda estava no porta-malas gritou por socorro e foi resgatado pelos militares. O homem foi encaminhado para atendimento médico pelo Corpo de Bombeiros. Os adolescente foram encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), na Asa Norte.

 

Mortes em serviço

Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) mostram que, em média, a cada 82 horas, um motorista de transporte por aplicativo é vítima de roubo com restrição de liberdade na capital do país. No ano passado, 107 desses profissionais sofreram um sequestro. O número é 181% maior se comparado a igual período de 2018, quando houve 38 registros. As tentativas de latrocínio também aumentaram 22% (de nove para 11). Latrocínios somam dois casos nos dois anos.

A pasta ressaltou que busca, desde o início de 2019, alinhar medidas de segurança dos motoristas com as empresas de transporte por aplicativo. Nesse período, foram realizados cinco encontros com representantes da Uber e da 99Pop, “com o objetivo de propor soluções para reduzir a vulnerabilidade dos profissionais e passageiros que utilizam este serviço”.