Foto: Reprodução

O 26° dia de buscas permanentes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) pelo menino Miguel, de sete anos, completou-se nesta segunda-feira no Litoral Norte. “Visualizações terrestres na praia e sem novidades até o momento”, avaliou no final desta manhã o coordenador da operação e comandante do Corpo de Bombeiros de Tramandaí, tenente Elísio Lucrécio.

“Maré baixa, água turva…”, resumiu, referindo-se às condições do mar. A varredura diária mobiliza os efetivos das unidades de Tramandaí, Capão da Canoa, Torres e Cidreira, do 9º Batalhão de Bombeiro Militar, na orla entre Mostardas e Torres. Navegantes, pescadores e população em geral foram orientados sobre qualquer avistamento suspeito.

O menino Miguel foi dopado e jogado na noite de 29 de julho passado no rio Tramandaí, no limite entre Imbé e Tramandaí. A mãe da criança, de 26 anos, e a companheira dela, de 23 anos, foram presas.

A mãe está na Penitenciária Feminina de Guaíba. Já a companheira dela encontra-se recolhida no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre. Ambas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul como autoras do crime, acusadas de tortura, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

A mãe já é considerada ré no processo da Justiça. No entanto, a situação da companheira dela, denunciada pelos mesmos crimes, ficará suspenso em razão da instauração do incidente de insanidade mental que está em andamento. A perícia está sendo realizada pelo IPF.

A denúncia oferecida pelo MPRS foi recebida último dia 17 pelo Juiz Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal de Tramandaí.

*Com informações do Correio do Povo

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