Belo Horizonte (MG)

A Polícia Civil prendeu, novamente, o médico ginecologista Edilei Rosa Novaes, de 74 anos, denunciado por pacientes e funcionárias de um hospital de Belo Horizonte por assédio sexual, na manhã desta segunda-feira (16). Vinte mulheres já denunciaram o homem, que responde a dois inquéritos policiais. A defesa diz que ele é inocente.

De acordo com a polícia, a prisão desta segunda-feira (16) se refere a um dos inquéritos, onde 19 mulheres o denunciam por assédio sexual. A outra investigação é referente a uma das mulheres, que culminou na primeira prisão de Edilei.

O médico havia sido preso no dia 27 de novembro por importunação sexual contra uma paciente, mas foi solto após pagamento de fiança no dia seguinte.

Nesta segunda prisão, a polícia também apreendeu, no consultório do médico dentro da Maternidade Santa Fé, no bairro Santa Efigênia, um netbook e uma CPU de um computador. Na casa do suspeito, os policiais apreenderam um computador completo, um celular, um tablet e um pen drive.

O advogado do médico, Leonardo Vorcaro, disse que a prisão preventiva – sem tempo determinado – é “desnecessária neste momento”, já que Edilei tem colaborado com as investigações tanto com a polícia quanto com a Justiça. O advogado ainda afirmou que seu cliente, que tem mais de 50 anos de profissão, é inocente.

A assessoria de imprensa do hospital confirmou o cumprimento do mandado de busca e apreensão no consultório que era usado pelo médico nesta segunda-feira. O ginecologista permanece afastado do hospital por tempo indeterminado, até que as investigações sejam concluídas. Em caso de provada inocência, ele pode ser reconduzido ao quadro médico da maternidade. Se a polícia comprovar culpabilidade, ele pode ser expulso da maternidade.