Mirna Graciela
Tubarão
 
Mais um policial militar ambiental de Laguna é acusado de abuso sexual contra criança. O Notisul já havia trazido com exclusividade na edição de ontem a denúncia contra um policial da mesma corporação, de 45 anos. 
No primeiro caso, o homem é acusado de ter violentado cinco crianças. Já no segundo, o agressor é o próprio pai de um menino de 7 anos. 
 
A investigação do primeiro foi concluída e pedida a prisão preventiva do policial. O outro caso está em fase final de apuração. Isto porque o homem de 40 anos prestará depoimento hoje à tarde na delegacia. Depois disto, o inquérito será remetido ao judiciário, segundo o delegado José David de Machado, que investiga o crime. 
 
Ao contrário do primeiro, quando não houve conjunção carnal, neste o ato foi consumado. O exame de corpo delito realizado no filho do policial apontou fissura anal com dilatação de esfíncter, o que comprova a penetração. “Peguei o resultado na segunda-feira, no Instituo Médico Legal de Tubarão. Hoje à tarde (ontem), tomei depoimento de duas conselheiras tutelares”, confirma o delegado.
 
Após passar a última quarta-feira com o pai, separado da mãe há quatro anos, o garoto voltou com dores no corpo. Sua mãe o levou ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus Passos, de Laguna, onde a médica recomendou o exame. O menino estava diferente e muito retraído, o que levanta a hipótese de que a agressão sexual tenha ocorrido outras vezes.
 
Expectativa é de que prisão do policial seja decretada esta semana
No caso do policial militar ambiental de Laguna de 45 anos que praticou abuso sexual contra cinco crianças entre 6 e 7 anos, o inquérito foi enviado ao judiciário na última sexta-feira, pelo delegado Flávio Costa Gorla, que pediu a prisão preventiva do suspeito. O caso era investigado desde março, quando ele teve as primeiras informações por meio das mães de duas vítimas e da esposa do indiciado.
“Estou esperando a decisão do juiz, mas, pela notoriedade que foi dada ao fato, acredito que até o fim da semana teremos alguma notícia”, espera o delegado. Quatro meninas e um garoto – todos filhos de conhecidos do policial e, inclusive, duas sobrinhas – teriam sido molestados sexualmente por ele.
Com nenhuma das crianças ocorreu conjunção carnal, mas as atitudes são completamente hediondas. Mostrar o seu órgão genital e pedir para que o beijasse, tocar nas partes íntimas e fazer sexo oral foram algumas delas. Algumas revelações surgiram porque as primeiras notícias se espalharam na corporação da Polícia Militar Ambiental. E alguns de seus colegas – que tinham convivência pessoal com o policial – indagaram os seus filhos em casa.
 
“Estou pedindo o afastamento dele”, revela o comandante
As acusações contra os dois policiais militares ambientais, de abuso sexual, estremeceram o clima dentro da corporação da Polícia Militar Ambiental de Laguna. Quanto ao de 45 anos, que cometeu os atos libidinosos contra as cinco crianças, decisões já foram tomadas. 
O major Jefer Francisco Fernandes, comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental da cidade, esteva ontem em Florianópolis, inclusive para tratar também deste assunto. “Estou instaurando inquérito e o objetivo da corporação é a aplicação de tudo o que é correto. De forma preventiva, até cautelar, estou pedindo o afastamento das funções administrativas dele do quartel”, revela o comandante.
Quanto ao caso do outro policial, de 40 anos, acusado de abuso sexual contra o próprio filho, de 7 anos, o comandante ainda não tomou providências. “Isto porque o caso é muito recente, preciso fazer as coisas com a razão, até que o inquérito seja concluído e tudo esteja materializado. Daí sim, se tudo se confirmar, as decisões serão tomadas. O maior objetivo é proteção do menor”, completa o comandante.