Rafael Andrade
Laguna

Mais um caso de abuso sexual em família foi descoberto na região. O crime já foi confirmado e o acusado está atrás das grades, onde aguardará julgamento.
O homem de 56 anos estuprou as filhas de 11, 17 e 37 anos. Cansada dos abusos, a mais velha denunciou, em 2004, o caso na Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso de Criciúma, onde a família morava.

O homem fugiu para Laguna com as três filhas e um filho. Mesmo em outra cidade e sabendo da possibilidade de ser descoberto, o pedófilo continuou a estuprar a filha mais nova e a fazer sexo com a filha de 17 anos, que era conivente com a situação. “Esta moça ainda defende o pai, mas ela não tem noção de que ele estava aceitando crimes gravíssimos: estupro, pedofilia e incesto”, explica um investigador da Central de Polícia de Laguna.

Conforme o depoimento da filha adolescente, o pai ainda pagava para manter relação sexual com ela. Ele pode responder por prostituição indevida.
A filha mais velha, que não era mais abusada há mais de dez anos, procurou a polícia ontem no meio da tarde. Assim que os investigadores levantaram o nome do acusado, constataram que havia um mandado de prisão preventiva em aberto expedido pela comarca de Criciúma.

Com o mandado em mãos, a Polícia Civil foi até o endereço divulgado pela denunciante e prendeu o pedófilo, que confessou os crimes. A menina de 11 anos ainda foi encaminhada para o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Laguna para realizar exames de corpo de delito.
As vítimas devem ser cadastradas em um programa de assistência social da prefeitura de Laguna. O acusado será encaminhado para Criciúma ainda hoje.

Padrasto acusado de estuprar bebê não comparece a depoimento

O caso do tubaronense de 35 anos acusado de estuprar o enteado, de 1 ano e 11 meses, que morreu na quinta-feira passada, conforme divulgado com exclusividade pelo Notisul na última sexta, teve mais um capítulo ontem. O delegado Jair Tártari resolveu tomar o depoimento do acusado na tarde de ontem, às 15 horas. Mas ele não compareceu.

“Vamos intimá-lo a depor amanhã (hoje) no mesmo horário e, se ele não comparecer, precisaremos tomar outro tipo de atitude. Vamos tentar colher o seu depoimento para conclusão do inquérito”, informa Tártari, responsável pelo caso, que tomou repercussão estadual devido à triste forma da morte – com infecção generalizada no intestino e com o ânus necrosado (tecido morto ou em decomposição).

Segundo informações de familiares e amigos da família da criança, o padrasto estaria na casa de parentes em Jaguaruna. Ele tem o direito de não se manifestar até a audiência e não prestar depoimento.
A mãe do bebê é investigada sob suspeita de ter sido cúmplice do estupro.