Tubarão

Há seis anos, uma família de Tubarão vive um verdadeiro calvário chamado drogas. Um rapaz, hoje com 20 anos, é dependente químico. Aos 14 anos, ele experimentou um cigarro de maconha e de lá parou apenas quando foi internado. Contudo, a situação nos últimos três meses, quando o jovem, depois de quase um ano sem utilizar entorpecentes, passou a fumar crack.

“Ele estava até gordinho e agora está seco. Não tenho mais nada dentro de casa. Ele vendeu até as roupas. Preciso de ajuda para interná-lo. Não aguento mais essa situação. Estou vendo meu filho morrer”, desabafa a mãe, de 56 anos.
Segundo a mãe, o juiz encaminhou-a à Casa da Cidadania. “Lá, me mandaram para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), mas a consulta é só dia 30, tenho medo do que pode ocorrer até lá. Dois vizinhos morreram por causa das drogas. Vou lutar pelo meu filho, para que ele tenha um destino diferente. Tenho problemas de saúde, sou viúva, tenho uma mãe com 85 anos para cuidar, mas tenho que me manter forte. Não posso fraquejar, senão meu filho perde-se de vez”, diz a mãe.

Em contato com a secretaria de assistência social da prefeitura, a assistente Jucelma Gallotti, a Juca, e o auxiliar Vasco Francisco da Silva comprometeram-se em dar o encaminhamento necessário ao caso. “Mas é preciso salientar que, por ser maior de idade, a internação depende muito do rapaz. Ele tem que querer. Não podemos forçar. Vamos ajudar no que for preciso”, afirma Vasco.