#PraCegoVer Na foto, uma menina sorri
Luna tinha 11 anos e foi morta após um espancamento, cometido pela mãe - Foto: Polícia Civil | Divulgação

O caso da menina Luna Bonett Gonçalves, de 11 anos, que chegou morta no Hospital OASE, em Timbó, na última quinta-feira (14), teve novos desdobramentos. Chamada para depor novamente, a mãe da garota, acompanhada do padrasto, mudou a versão e confessou que matou a própria filha com chutes e socos. O novo depoimento foi dado nesta sexta-feira (15), após sair o resultado da perícia. O laudo apontou que as lesões que a criança possuía não poderiam ser decorrentes da queda de uma escada, conforme foi alegado pela família. A mãe e o padrasto foram confrontados sobre a primeira versão e então a mulher confessou o crime. A mãe e o padrasto estavam acompanhados do advogado durante os depoimentos.

O homem permaneceu calado durante todo o momento. Após a nova versão dada pela mulher, a justiça decretou a prisão preventiva do casal. Segundo ela, a menina estava em um relacionamento e também havia tido relações sexuais, o que a mãe não concordava. Como forma de repreender a criança, a mulher bateu nela. As informações do laudo médico e da perícia foram divulgadas pela Polícia Civil também nesta sexta-feira (15). A necropsia mostrou que a garota tinha diversas lesões e contusões no crânio, baço, pulmão, alças intestinais e também lacerações na vagina. Além disso, a criança também possuía uma série de lesões e contusões no rosto, pernas, braços e na região torácica.

Na casa onde Luna morava com a mãe, a perícia constatou que havia marcas de sangue próximo ao quarto da garota e também no sofá, em uma fronha e em uma calça masculina. Em uma primeira versão, a mãe e o padrasto da criança falaram que ela havia caído da escada de casa quando estava alimentado o gato. Além disso, eles informaram que a criança ficou consciente, jantou, tomou banho e foi dormir. No meio da noite a vítima teria passado mal, quando então foi acionado o Corpo de Bombeiros Militar. A menina chegou, já sem vida, no hospital OASE, em Timbó, na madrugada da última quinta-feira (14).

Fonte: Polícia Civil de Timbó e ND+
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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