Amanda Menger
Tubarão

A beleza e a melhor visibilidade de um lado. Do outro, a cegueira momentânea. Estes são alguns dos prós e contras levantados sobre a instalação da luz xenon nos faróis do veículos. A Resolução 294 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde 1º de janeiro deste ano, determina que os faróis devem vir de fábrica ou, se instalados, devem ser vistoriados por empresas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Além disso, a resolução prevê que os carros com xenon devem ter sistemas de lavagem dos faróis e ajuste automático do facho luminoso ligado à suspensão, para evitar que quem venha no outro sentido, não seja cegado. O grande problema do xenon é a intensidade da luz, já que o farol normal emite mil lúmens e a luz branca de xenon, para ter a mesma iluminação, emite o triplo. “Nos carros importados, que já vem de fábrica com este farol, a cor é branca e a intensidade está regulada como determina a legislação brasileira. Mas, nos kits, a cor pode ser amarela, branca, azul ou roxa, sendo que a amarela é a de intensidade mais fraca e a roxa a mais forte”, afirma o diretor da Guarda Municipal de Tubarão, Adailton do Livramento.

Para saber se a intensidade da luz está de acordo com o Contran, é necessário utilizar um equipamento específico, porém, este instrumento não está disponível nas polícias da região. “Quando paramos um veículo para constatar se está irregular, procuramos algumas características, como a coloração da luz e se há o selo do Inmetro. Se não, o motorista é enquadrado na regra da alteração do veículo. Neste caso, o carro é apreendido, o condutor leva cinco pontos na carteira (infração grave) e ainda paga multa de R$ 127,69 e só poderá ter o veículo de volta quando regularizá-lo”, explica Adailton.

Luz baixa é opção contra neblina

Devido à geografia da região, com vales, a formação de neblina é comum, mesmo durante o verão. A ocorrência deve-se a uma mistura de fatores, como temperaturas baixas e alta umidade. Estudos apontam que, com a neblina, a visibilidade dos motoristas é superior a pouco mais do que um quilômetro.
Para conseguir enxergar melhor, os motoristas precisam ficar atentos e não usar o farol alto. “Isso é a pior coisa a ser feita. O farol alto diminui o campo de visão; já o baixo, aumenta este campo de visão, porque a neblina fica a uma certa altura do chão e é nesta faixa que o farol baixo atua”, afirma o diretor da Guarda Municipal de Tubarão, Adailton do Livramento.

Outra sugestão é a instalação dos faróis de neblina. “É bom não confundir com a luz xenon. O farol de neblina é um acessório instalado abaixo dos faróis normais, no parachoque do veículo, e pode ser ligado de forma independente. Eles jogam o facho de luz, exatamente na parte onde a neblina não atua e melhora a visibilidade”, explica Adailton.