Amanda Menger
Tubarão

O leilão da antiga loja de pneus L. A. Santos, às margens da BR-101, em Tubarão, pertencente ao ex-empresário Flávio Bernardino dos Santos, condenado pela participação em um esquema de desmanche, estava marcado para terça-feira, mas foi suspenso. A decisão deve-se a não comunicação entre os juízes responsáveis por ações relativas aos bens de Bernardino. Na decisão do juiz da 1ª vara cível de Tubarão, Jairo Fernandes Gonçalves, não foi marcada uma nova data para o leilão.

O preço inicial do imóvel, constituído por um terreno com um galpão, era de R$ 1,8 milhão. O terreno tem oito mil metros quadrados e o galpão, 3,5 mil metros quadrados. A ação é movida pelo Banco do Brasil e tem por objetivo o pagamento de dívidas de Flávio e da empresa. O valor que ultrapassar a quantia inicial será repassado aos representantes de Bernardino. O local que será leiloado está lacrado e é guardado por policiais militares desde 2002.

O empresário foi condenado a 28 anos de prisão em ações por formação de quadrilha, roubo, adulteração de veículos e sonegação fiscal. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça, mas ainda não há decisão em segunda instância. Bernardino está preso desde março de 2002.

O caso Bernardino
• O desmanche foi descoberto em 22 de janeiro de 2002. O caso ganhou repercussão em todo o país. Dezenas de veículos, a maioria importada, foram encontradas em alguns galpões, inclusive na loja L. A. Santos, que será leiloada.
• Mais de 20 pessoas foram processadas junto com o empresário Flávio Bernardino dos Santos pelos crimes de roubo, adulteração e ainda a legalização de veículos. Alguns dos envolvidos foram absolvidos e outros respondem em liberdade.

• O crime foi descoberto quando policiais civis de Capivari de Baixo encontraram duas máquinas furtadas com notas fiscais autenticadas em cartório. Na loja de Bernardino, foram encontrados veículos e peças adulteradas.
• Também foram encontrados dois caminhões furtados e peças automotivas, como motores de caminhonetes furtadas. Bernardino entregou-se à justiça em março de 2002.
• Em um dos processos, ele foi condenado a 22 anos de prisão e em outro foi sentenciado a seis anos, cinco meses e 45 dias de prisão, totalizando 28 anos de cadeia.