Orleans 

Ocorre neste instante, na Câmara de Vereadores de Orleans, o júri popular do homem acusado de agredir, no fim de janeiro deste ano, o próprio filho recém-nascido, com um mês de idade na época.

O homem foi denunciado por tentativa de homicídio triplamente qualificada por motivo torpe e fútil, asfixia e meio cruel, além de ameaça por vias de fato contra a ex-companheira. A investigação aponta que a agressão iniciou porque o jovem se irritou devido ao choro do bebê.

Um grupo de pessoas ligadas à comunidade foi recrutado. Parte dele foi sorteada e fazem parte do júri popular, que indicarão a culpa ou inocência do réu. No caso de ser julgado culpado, o juiz estipulará a pena. Neste momento, depoimentos das testemunhas são ouvidos.

Mãe narra como agressões ocorreram

Conforme depoimento da mãe, o homem pegou a criança do colo da então companheira dele, desferiu um tapa no rosto do bebê, o jogou em cima da cama e, posteriormente, desferiu três socos.

A mulher então pediu ajuda para levá-lo ao hospital. Segundo ela, no local, o acusado alegou que deixou o menino cair. Ao ser questionada, a mãe disse que não contou a verdade pois recebia ameaças contra ela e a criança.

Na segunda oportunidade, o casal estava deitado quando o bebê chorou no berço. Ainda conforme o depoimento, o réu levantou e, com um pano, sufocou a criança. Depois, pegou o menino no colo, pressionou contra o próprio corpo e o jogou em cima da cama. Novamente foi solicitada ajuda para levá-lo ao hospital.

Desta vez, o bebê foi transferido ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva  (UTI). Segundo ela, o homem demonstrava irritação a cada choro da criança.

Sequelas na vítima

O menino, atualmente com seis meses de idade, perdeu a visão do olho esquerdo. Além disso, segundo a mãe, os movimentos dos membros inferiores e superiores foram comprometidos. A criança recebe acompanhamento de diversos profissionais. Entre eles, neurologista, oftalmologista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. O bebê está em segurança e sob os cuidados da avó materna.

Foto: Ketully Beltrame
Fonte: Sul in Foco