Carro foi encontrado submerso em lagoa. Hannelore tinha 40 anos  -  Fotos: Divulgação/Notisul
Carro foi encontrado submerso em lagoa. Hannelore tinha 40 anos - Fotos: Divulgação/Notisul

Rafael Andrade
Imbituba

A defesa do ex-subtenente da Polícia Militar de Imbituba, Ênio Sebastião de Farias, 53, que vai a júri popular nesta quinta-feira, a partir das 9h30min, no plenário da Câmara de Vereadores (o Fórum local não tem um tribunal exclusivo para júri), réu em um homicídio contra a ex-companheira, a professora Hannelore Sievert, 40, em abril de 2013, tenta um habeas corpus, conforme processo nº 136.606, distribuído no Supremo Tribunal Federal (STF) há cerca de 20 dias, o qual tem como relator o ministro Luiz Fux. O advogado Acácio Marcel Marcal Sardá, de Florianópolis, foi o impetrante da ação, e recorreu à suprema corte após ter o pedido de liberdade do seu cliente negado em algumas instâncias, como no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) e no STJ.

O Notisul tentou contato com o advogado para outras informações sobre o seu cliente e como está a composição da defesa para este júri. Uma funcionária do seu escritório atendeu a ligação e informou que o jurista não estava no momento.

Ênio teria, segundo os autos, reconhecido a autoria do crime à Polícia Civil à época. O delegado Raphael Giordani conseguiu a confissão do réu de ter cometido o homicídio e a ocultação do cadáver. Em depoimento prestado no dia 19 de abril de 2013 ao delegado, o ex-subtenente da PM teria contado detalhes. Segundo o inquérito, ele matou, queimou e enterrou o corpo na praia de Itapirubá. Ele também teria contado que, depois de matar Hannelore, teria a colocado no porta-malas do seu carro, e um sofá – onde foi morta – sobre o mesmo veículo. Depois, levou o móvel e o corpo à praia citada, na região Sul de Imbituba, onde os queimou e enterrou na areia. Hannelore foi esquartejada e algumas partes do corpo foram encontradas no carro que foi jogado na Lagoa do Timbé, onde submergiu, também em Itapirubá, onde foi localizado pela polícia poucos dias depois.

Conforme a versão do acusado, ele e a namorada teriam começado a beber por volta das 19 horas de uma sexta-feira (12-4-2013). Às 21 horas, uma briga teria ocorrido por motivos de ciúmes. A discussão desencadeou em uma briga corporal que terminou com a morte de Hannelore. O policial acusado de assassinato foi preso na madrugada de uma quarta-feira (17-4-2013) em uma pousada em Santana do Livramento (RS), para onde teria fugido após ter sido filmado fazendo um saque de uma conta conjunta que mantinha com Hannelore no Banco do Brasil.