Crime teria sido registrado na rua Osvaldo Aranha, região central de Laguna. Via tem ligação com o Morro da Glória, onde há alguns pontos de tráfico de drogas   -  Foto:Prefeitura de Laguna/Divulgação/Notisul
Crime teria sido registrado na rua Osvaldo Aranha, região central de Laguna. Via tem ligação com o Morro da Glória, onde há alguns pontos de tráfico de drogas - Foto:Prefeitura de Laguna/Divulgação/Notisul

Laguna

Mais um crime grave começou a ser investigado pela Polícia Civil de Laguna, ontem. Desta vez, trata-se de um homicídio tentado sem autoria, sob responsabilidade da equipe da Divisão de Investigação Criminal (DIC). A vítima é um jovem de apenas 18 anos.

Ele deu entrada no Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, no Centro Histórico, por volta das 21h50min deste domingo, após ser atingido por três disparos de arma de fogo. O fato ocorreu na rua Osvaldo Aranha, região central. A Polícia Militar foi acionada por uma funcionária do hospital. Os disparos atingiram o braço esquerdo e uma costela. Um projétil chegou ao pulmão, onde ficou alojado. Ele passou por uma cirurgia e o seu estado de saúde é considerado estável – não corre risco de morrer. O autor dos disparos não foi localizado pela Polícia Militar, que saiu em rondas no endereço citado e nas proximidades do crime.

A oitiva (depoimento) da vítima deve ser recolhida ainda no hospital, no decorrer desta semana. A polícia pode trabalhar em alguns nortes, como, por exemplo, tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), tentativa de homicídio qualificado, que pode ter como qualificador o “acobertamento de outro crime/eliminação de testemunhas; além do motivo torpe: crime cometido por vingança, racismo ou mediante pagamento; ou ainda o qualificador de dificultação de defesa: uso de emboscada ou outro recurso que impeça a vítima de se defender”.

O delegado José Davi Machado deve coordenar os trabalhos. Com este registro sobe para 16 o número de homicídios tentados registrados neste ano em Laguna. O município lidera outro dado preocupante ligado à área de segurança pública em 2016: a quantidade de assassinatos na região. Quatorze pessoas foram vítimas, a maioria (quase 100%) tinha ligações com facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Praticamente todos, segundo a Polícia Civil, foram solucionados, inclusive os tentados, e os autores estão presos. A maior parte dos acusados aguarda julgamento na Unidade Prisional Avançada (UPA) da Cidade Juliana. Todos os crimes podem migrar a júri popular.