Rafael Andrade
Tubarão

“Esse é um pedido de socorro. Nós, moradores do Morro do Caeté (rua Pedro Gomes de Carvalho), no bairro Oficinas, em Tubarão, não aguentamos mais conviver com traficantes 24 horas por dia em plena via pública. Nossas esposas, mães e filhas praticamente são impedidas de sair de casa, pois são molestadas verbalmente com palavras de baixo calão”. A reclamação chegou por e-mail à redação do Notisul.

Os moradores pedem maior apoio da polícia, “para colocar todos os traficantes e os seus laranjas atrás das grades. Tubarão não pode se deixar marginalizar, pois sabemos que, em alguns pontos da cidade, a força pública não entra mais, pois é recebida a bala e pedradas. Não queremos que o Morro do Caeté, ponto tão tradicional da cidade torne-se uma terra sem dono, ou melhor, dos donos errados”, continua o texto.

O Morro do Caeté tornou-se um difícil ponto a ser recuperado após a ‘chegada’ do crack. Uma pessoa já foi morta no local este ano. Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por dívidas de drogas.

“A Polícia Militar realiza rondas frequentes no morro, mas os traficantes parecem saber o horário que eles vêm. São flagrados somente com poucas quantidade de drogas. É preciso uma operação mais constante e contínua”, lamenta um morador de 36 anos.
A participação cada vez maior de adolescentes no tráfico é outra preocupação. “Nossas mulheres não são mais livres aqui”, finaliza o homem.

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pontos críticos preocupam as polícias Militar e Civil e Tubarão no que diz respeito ao tráfico de drogas, principalmente de crack. Entre estes locais, os mais movimentados e de funcionamento 24 horas são a Área Verde – bairro Passagem; Beco do Quilinho – bairro Morrotes; Beco da Valdete e Morro do Caeté – bairro Oficinas; Grota, Taió e Morro da Guampa – bairro São Martinho; Morro da Escola – bairro São Bernardo; e Volta da Poeira – bairro Centro.