Amanda Menger
Tubarão

Cerca de 40% das duas mil multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por mês, no trecho da BR-101 entre Paulo Lopes e Passo de Torres, são feitas sem a abordagem dos motoristas. Apesar de ser regulamentado pelo Decreto Lei 1.665, de outubro de 1995, muitas pessoas têm procurado a 2ª Delegacia da PRF, em Tubarão, para questionar a aplicação das multas.

“Tem muitas pessoas que recebem a notificação da infração e vêm até a delegacia só para saber se temos autoridade para aplicar a multa. Para alguns casos, não precisamos abordar o motorista mesmo, como é o caso de dirigir sem cinto de segurança, falando ao celular. O nosso trabalho ganhou agilidade com a utilização dos palm top, que são computadores de mão”, afirma o inspetor da PRF em Tubarão, Lauro Silveira Filho.

Segundo Filho, antes do palm, o policial às vezes via uma infração e levava muito tempo para fazer o auto de infração. “Em uma ronda, por exemplo, o policial anotava o número da placa do veículo e só depois que chegava ao posto ia consultar no sistema e gerar a multa sem abordagem. Agora não, como o palm tem acesso à internet, o policial vê a infração e gera a multa”, explica o inspetor.

No caso das multas sem abordagem, o motorista recebe em casa a notificação da infração e só depois o boleto para pagar a irregularidade. “Com o grande fluxo de veículos em nossa região, as obras de duplicação e o incremento dos palm top, essas multas são mais frequentes. O condutor, quando receber uma multa sem abordagem da PRF, não deve estranhar. No caso de empresa, a direção deve identificar o infrator para não ser penalizado com uma nova multa. Se não concordar deve entrar com uma defesa prévia junto à Delegacia da PRF”, diz Filho.