Rafael Andrade
Tubarão

A ala do regime semiaberto – com capacidade para 120 reclusos – do novo complexo carcerário do Presídio Regional de Tubarão, no bairro Bom Pastor, inaugurada há 11 dias, está lacrada e sem nenhum detento. O motivo: faltam policiais militares. Para guarnecer o local, são necessários nove profissionais. Assim que o prédio maior – para presos provisórios, que tem capacidade para 288 detentos – ficar pronto (a previsão é o fim do verão), serão necessários 27 PMs.

O número parece alto, mas não é. “Este é um número mínimo de policiais que trabalharão em regime de escala da PM – trabalha 12 horas e folga 36. Por meio de um estudo prévio, três policiais atuarão a cada turno. Infelizmente, a região não dispõe de efetivo suficiente para deslocar ao local. Por isso, foi encaminhado um ofício para o comando geral para tentar viabilizar, pelo menos, os nove profissionais para atuarem no semiaberto”, explica Joel.

A direção da unidade prisional tubaronense fez um estudo da obra e requereu a construção de mais uma torre de observação para a PM. No projeto, serão duas torres, no entanto, segundo o estudo, existe um ‘ponto cego’, o que poderia acarretar em fugas no futuro, apesar de todo o sistema de segurança do local. “Como a direção do presídio fez este pedido, o comando da PM de Tubarão encaminhou um ofício à secretaria estadual de segurança pública para viabilizar a ligação entre essas três guaritas (torres). Estes pontos podem ser ligados por uma passarela de metal. O custo seria baixo e o local poderá ficar muito mais guarnecido”, revela Joel.

Caso seja construída esta terceira torre e a passarela, não seria necessário deixar policiais na ala do regime semiaberto, pois o local seria observado 24 horas da torres.