Dois revólveres calibres 38 e 32 foram apreendidos, muitas munições e R$ 1.450,00.
Dois revólveres calibres 38 e 32 foram apreendidos, muitas munições e R$ 1.450,00.

Mirna Graciela
Tubarão

Uma operação policial iniciada ontem, após o almoço, resultou na prisão de seis adultos e três menores apreendidos. Destes, um faz parte do grupo dos sete adolescentes que fugiram do Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep), em Tubarão, no último sábado.

Com a informação de que em uma casa no Beco do Quilinho, no bairro Morrotes, estavam escondidas armas utilizadas em assaltos na cidade, os policiais militares foram ao local e fizeram a abordagem, por volta das 18h30min.
No entanto, a ação também se estendeu a outra residência. No total, nas duas propriedades, foram apreendidos um revólver calibre 38 e outro de calibre 32, ambos com numeração raspada e da marca Taurus, seis munições que estavam nas armas e 16 embaladas em um saco plástico.

Os policiais militares também encontraram maconha, crack, objetos de procedência duvidosa, um notebook branco, da marca LG, cinco aparelhos de celular e R$ 1.450,00.
As duas casas eram próximas. A operação foi realizada pelos policiais militares do Serviço de Inteligência e do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), com apoio dos policiais militares de Braço do Norte. Os adultos (três são usuários) foram encaminhados à Central de Plantão Policial (CPP) e os menores à delegacia da criança, do adolescente, e de proteção à mulher e ao idoso de Tubarão.

Estrutura do Casep é a maior causa das fugas

Apesar da captura, ontem, de um dos sete adolescentes que fugiram no fim da tarde de sábado do Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep), em Tubarão, seis ainda estão soltos. Eles são de Braço do Norte, Laguna e Tubarão.
Para a coordenadora sócioeducativa e administrativa da entidade, Sandra Regina, um dos grandes motivos que origina este tipo de problema é a estrutura física do Casep. “Felizmente, a reforma vai acontecer o mais breve possível. Pelas informações da secretaria de justiça e cidadania, em Florianópolis, acreditamos que até o fim do ano iniciam as obras”, adianta Sandra.

A coordenadora lamenta a fuga. “Estamos fazendo um bom trabalho, com dedicação. Eles têm diversas atividades o dia inteiro e são participativos. É uma bobeira, mas o que me chamou a atenção é que os quatro que ficaram tiveram a chance de fugir com os outros, mas preferiram ficar”, destacou.
Eduardo Milioli, presidente da ONG Multiplicando Talentos, que administra o Casep há quase cinco meses, ressalta a necessidade de mais policiais militares no local. “A estrutura é precária e nossos profissionais são educadores e não podem fazer o papel da polícia”, observa Eduardo.

Os meninos escaparam por volta das 17h50min de sábado. Eles chamaram o monitor, que abriu o cadeado da cela. Com pedaços de azulejo, o ameaçaram e fugiram. O educador ainda conseguiu segurar um deles, mas quase foi agredido com um pedaço de ferro. Havia dois profissionais na entidade. Esta foi a segunda fuga em menos de três meses.